Inovação ou risco? Como Luís Castro mudou o Grêmio para tentar recuperação
Podcast ge Grêmio debate alternativas de esquema para o time de Luís Castro
O Grêmio dos últimos jogos foi diferente. Ao menos, na movimentação tática. No Gre-Nal e contra o Deportivo Riestra, Luís Castro mexeu na formação do time, em especial para atacar. As alterações foram motivadas pelas duas partidas consideradas ruins pela comissão técnica, contra Remo e City Torque.
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Luís Castro optou por iniciar as partidas com os pontas por dentro, e não “cravados” nas laterais como costumavam atuar. O objetivo era melhorar a criação do time pelo meio e aproximar os atacantes de Carlos Vinicius.
O artilheiro da equipe e do Brasileirão tem recebido poucas oportunidades para fazer o que mais sabe: finalizar. Diante do Remo, por exemplo, no empate sem gols na Arena, concluiu apenas uma vez no gol.
Luís Castro no treinamento do Grêmio desta quarta-feira
Rodrigo Fatturi / Grêmio / Divulgação
Além de interiorizar os pontas, Luís Castro deu mais liberdade para os laterais avançarem no apoio ao ataque. Como forma de resguardo, Noriega passou a recuar mais entre os zagueiros e atuar como um terceiro defensor na primeira linha.
O treinador gremista avaliou que houve melhora no Gre-Nal e contra o Riestra. Contra os argentinos, contudo, precisou reavaliar a ideia inicial para chegar à vitória. Com um jogador a menos após a expulsão de Nardoni, aos dois minutos da etapa final, os pontas voltaram a jogar abertos, e os laterais fecharam por dentro.
– As duas formas foram diferentes. O Enamorado jogou por fora, e o Amuzu, por fora, quando ficamos com 10. Quando estávamos com 11, estava Pavon por fora e o Pedro (Gabriel) por fora. Estes dois são jogadores que jogam fora e dentro com alguma facilidade e tiraram proveito daquilo que foi o espaço que conseguiram pelo corredor – explicou Castro.
– O Pavon e o Pedro, nesse momento do jogo, atraíram mais as marcações dentro, projetaram-se mais por dentro e eles (os pontas), mais por fora. Conseguiram desenrolar o jogo – acrescentou o português.
O novo modelo tático tentado por Luís Castro (contra o Deportivo Riestra)
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O novo modelo, por enquanto, não teve o efeito esperado. No empate sem gols no Gre-Nal, Carlos Vinicius sequer teve uma chance para finalizar. Ao todo, a equipe chutou somente uma vez a gol em todo o clássico. Braithwaite, centroavante que ingressou no segundo tempo, também não conseguiu ser participativo.
Na compromisso da última terça, o volume do Grêmio aumentou, com o adversário recuado. O rival se postou em uma linha de cinco atrás, com quatro à frente, e fechou os espaços. Inclusive, manteve a postura retraída com um atleta a mais.
Ainda que tenha feito três trocas no intervalo – as saídas de Mec, Tetê e Dodi pra entradas de Enamorado, Tetê e Arthur –, Luís Castro sustentou que a equipe foi ofensiva mesmo desde o primeiro tempo. Carlos Vinicius e Monsalve também ingressaram na segunda etapa.
– Fomos uma equipe muito ofensiva e foi para ser uma equipe muito ofensiva que nós lançamos este esquema, em que colocamos cinco homens em cima da linha deles. Agora não conseguimos descobrir (espaços), foi dentro. Isso trouxe uma primeira parte não muito jogada, retificada na segunda – comentou.
O Grêmio terminou a partida com 81,5% de posse de bola e 17 finalizações, contra três do adversário. Contudo, somente duas defesas difíceis do goleiro Arce, em chutes de Mec e Amuzu de fora da área.
Em novo teste do repertório tático, o Grêmio de Luís Castro encara o Cruzeiro para tentar voltar a vencer no Brasileirão. A partida válida pela 12ª rodada ocorre neste sábado, às 20h30, no Mineirão.
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