‘Irei lembrar das empresas que não pedirem’, diz Trump sobre reembolso do tarifaço
O presidente Donald Trump ouve discursos antes de assinar uma ordem executiva no Salão Oval da Casa Branca, no sábado, 18 de abril de 2026, em Washington.
AP/Julia Demaree Nikhinson
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que vai lembrar das empresas que não pedirem reembolso dos valores pagos durante o tarifaço. A declaração foi feita em entrevista à rede norte-americana CNBC.
“Seria ótimo se as empresas não solicitassem reembolsos”, disse ainda.
Segundo Trump, as tarifas acabariam significando “números maiores” para os Estados Unidos em termos monetários, mas acrescentou que o sistema seria “um pouco mais difícil de gerir”.
O novo sistema para pedidos de reembolso das tarifas entrou em vigor na segunda-feira (20) para empresários americanos. A estimativa é que as devoluções alcancem até US$ 166 bilhões (R$ 824,9 bilhões).
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Em um processo judicial divulgado na última terça-feira (14), a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP, na sigla em inglês) afirmou que havia concluído o desenvolvimento da fase inicial do sistema de restituição, conhecido como CAPE.
O sistema vai consolidar os reembolsos, de modo que os importadores recebam um único pagamento eletrônico — com juros, quando aplicável — em vez de pagamentos separados para cada importação.
Até 9 de abril, cerca de 56.497 importadores haviam concluído as etapas necessárias para receber reembolsos eletrônicos, em um valor total de US$ 127 bilhões (R$ 631,1 bilhões), segundo as autoridades alfandegárias americanas. Esse montante corresponde a cerca de 76% do total elegível para reembolso.
Mais de 330 mil importadores pagaram as tarifas em questão em 53 milhões de remessas de produtos, de acordo com registros do tribunal.
O lançamento do sistema de reembolso é mais um capítulo de uma longa disputa em torno das tarifas comerciais cobradas no ano passado, parte do esforço do presidente americano para reestruturar as relações comerciais dos EUA com quase todos os países do mundo.
Em fevereiro, a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou as tarifas de Trump, ao considerar que o presidente extrapolou sua autoridade ao impor as taxas com base em uma lei voltada a situações de emergência nacional.
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