Jair Ventura valoriza postura do Vitória contra o Corinthians: “Gostei muito do que vi”
Vitória 0 x 0 Corinthians | Melhores momentos | 12ª rodada | Brasileirão 2026
O Vitória não conseguiu confirmar o quarto resultado positivo consecutivo no Barradão porque empatou por 0 a 0 com o Corinthians, neste sábado, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. O jogo teve apenas uma finalização certa e ficou marcado por um recorde negativo nesta edição da competição, o de menos tentativas ao alvo [assista aos melhores momentos no vídeo acima].
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Jair Ventura em Vitória x Corinthians
Victor Ferreira/EC Vitória
Em entrevista coletiva após o duelo, o técnico Jair Ventura reconheceu a dificuldade de finalizar ao gol adversário, mas destacou que o único acerto foi do Vitória, que, segundo ele, está em evolução e controlou mais o jogo, algo raro contra equipes treinadas por Fernando Diniz.
– Infelizmente não conseguimos quebrar o tabu, já são dez anos sem vencer os caras aqui. É o quarto time em posse de bola, dificilmente uma equipe vai ter mais a posse que o time de Diniz. Não sou um cara apaixonado pela posse, acho que tem que servir para criar oportunidades. Tivemos a estratégia de tirar o conforto do Diniz, de encher a paralela e ter mais a posse. Não foi um jogo vistoso em termos de chances claras, mas em parte de organização, criação no primeiro terço, vejo a gente em uma crescente muito boa – iniciou Jair Ventura.
– Éramos muito cobrados por dar chutão, e hoje saímos curto. Corremos alguns riscos, mas tivemos mais a bola por isso. O Corinthians teve muita dificuldade de nos pressionar. Chegamos a ter 83% de posse na primeira etapa. Só tivemos um chute no gol, eles não tiveram nenhum. Mas tivemos a chance do Martínez, do Ronald, que não aproveitamos. Do Renê, que podia tocar e acaba chutando. Foi bonito, inclusive, o chute do Zé. Mas vemos a equipe em uma crescente – complementou o técnico.
Erick com a bola em Vitória x Corinthians
Victor Ferreira / EC Vitória
Jair Ventura também aproveitou para reforçar o bom aproveitamento do Vitória nesta sequência em casa, com resultados positivos sobre São Paulo, pelo Brasileiro, e Juazeirense e Piauí, pela Copa do Nordeste, além do empate deste sábado.
– Fechamos quatro jogos em casa com três vitórias e um empate. Queríamos ter ganhado hoje, mas sabemos da força do outro lado. Uma equipe que nos venceu no ano passado, um jogo muito equilibrado. Valorizar a performance de hoje. Não teve resultado, mas a equipe foi consistente. A palavra é essa, a equipe está ficando mais consistente. O calcanhar de Aquiles é levar isso para fora do Barradão. Ter essa coragem e confiança de jogar, mas gostei muito do que vi, principalmente no primeiro tempo. Fizemos muito bem o nosso tripé com encaixe.
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O técnico agora prepara o Vitória para o jogo da ida da quinta fase da Copa do Brasil contra o Flamengo, nesta quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), no Maracanã. Pelo Brasileirão, o Leão vai encarar o Athletico no próximo domingo, às 18h30, na Arena da Baixada, pela 13ª rodada.
– É virar a chave. Tinham muitas bolinhas difíceis, mas duas bem dificinhas, uma verdinha e uma vermelhinha. Pegamos a vermelhinha, mas vamos lá. Buscar um grande jogo e trazer o resultado para casa para que consigamos a classificação aqui – ressaltou o treinador.
Veja outros trechos da entrevista coletiva de Jair Ventura
Lesões
– Sobre Kayzer, sim, preocupa. Baralhas também sentiu incômodo. À medida que perdemos peças, vamos tendo menos mexidas. Temos 40, mas viram 15, 16. As mexidas vão demorar mais, vou tendo menos opções. Não é sobre qualidade, quem perde mais atletas vai ficando com menos alternativas de mexer e fazer coisas diferentes, mas seguimos.
Tirar Matheuzinho
– Quando fazemos as trocas, o Corinthians está em um momento melhor no jogo. Quando Matheuzinho saiu, Garro também saiu. Garro não é importante? Diniz também deve estar sendo questionado. Os jogadores não são intocáveis. Não posso deixar eles quebrarem, daqui a pouco não tenho jogador. Aí vou acabar enchendo o time de meninos e vocês vão me cobrar. Já morri com substituições se eu entender que o cara está inteiro. Erick, por exemplo, estava numa crescente. Veio no sacrifício para esse jogo. Quando tira um ídolo, vai sempre ser questionado, mas tenho que continuar fazendo porque quero o melhor para o Vitória. Não vou deixar o cara andando ou até estourar e acabar perdendo por três, quatro meses.
– Baralhas também já estava sentindo a posterior. Todo mundo quer ver o craque. A gente pode ter cara de bobo, mas não tem nada de bobo. Ele [Matheuzinho] foi banco para o Aitor o ano passado e não deu um “piu”. Hoje está melhor e está sendo titular. Se saiu balançando a cabeça, acho que dificilmente foi por ser substituído. Temos uma afinidade muito grande, uma relação muito bacana. Não vi isso. Um cara extremamente do grupo, identificado, não só ele, mas a família, o filho também. Lembro de nosso jogo aqui – nem vou falar sobre ele agora, o Arrascaeta, já que já vamos enfrentá-lo (risos). Deixa para lá. O Erick tomou injeção, foi no sacrifício.
Mexidas recuaram o time
– Perdemos nosso camisa 5, Caíque, e Zé Vitor, que é um 8, entra no lugar. Todas as mudanças foram para frente, não recuamos em nenhum momento. Fui para cima ou fui frouxo? É só ler o jogo. Fui para ganhar, se não colocava Edenilson, mais um 5. Vamos ler um pouco melhor as mexidas. Vai acontecer de fechar mais quando estiver ganhando, até Diniz faz isso. De repente as mexidas deles surtiram efeito, e as nossas nem tanto. Se eu perco Matheuzinho, Kayzer, o DM já está lotado. Dificilmente vamos conseguir acabar um jogo sem mexidas.
Empate para comemorar ou lamentar?
– Queríamos vencer, mas o tabu mostra a dificuldade de vencer o Corinthians. Sobre vaias e aplausos, a torcida quer sempre vencer, assim como nós. Mas no ano passado perdemos esse mesmo jogo. Somamos um ponto em relação ao ano passado, mas queria ter saído com os três pontos. Concordo com você sobre organização, não só em marcar, mas também em jogar. Conseguir ter a bola contra um time da qualidade do Corinthians e com um treinador que valoriza muito isso, saíram curto e pressionamos eles o tempo todo. Corremos riscos, fomos um time muito corajoso. Arcanjo não trabalhou em nenhum momento. Tivemos as chances de Ronald, Martínez, que tinha o Renê passando. Já vimos várias equipes conseguindo títulos, classificações e se livrar do rebaixamento por um ponto, então pode fazer a diferença lá na frente. Com certeza o objetivo eram os três pontos.
Problema é na criação ou na definição?
– Não tenho problema nenhum em dar mérito aos adversários. Diniz não sofreu nenhum gol desde que chegou, então é uma defesa muito sólida. Gustavo Henrique foi meu jogador, excelente jogador. Gabriel, todo mundo já sabe a história dele, tem uma foto gigante dele aqui. Jogador de Europa. E ainda tinha Matheuzinho, que não jogou, então é muito difícil fazer gol neles. Temos que dar mérito ao adversário, que soube marcar. Me pareceu que em algum momento eles não se jogaram. Um empate fora de casa não é um resultado ruim, mas eles entraram na zona de rebaixamento, e a gente dá um pulinho. Muitos times que ainda não jogaram, mas ainda temos um jogo a menos. De repente estava aqui explicando uma derrota em que não jogamos bem. Hoje não vencemos mas jogamos bem.
Yuri Alberto e Cacá
– Fez uma grande partida. Elogiamos o sistema defensivo, mas também temos que elogiar Yuri Alberto, menino que foi o mais jovem a fazer um gol na Libertadores, foi com a gente no Santos. Cara que faz o facão o tempo todo, apostou corrida com Cacá e teve dificuldade. Luan também fez a melhor partida desde que chegou, muito técnico, dá muita construção. Com certeza o investimento que Fábio fez valeu a pena. Não vencemos, mas uma derrota seria pior. Ponto importante e partidaça de Cacá.
Arbitragem
– Uns três lances confusos. Falei com o Yuri [quarto árbitro]: “Você tirou um escanteio nosso estando mais longe do que eu”. O cara espera o contato, cai e segura a bola. Rodrigo [bandeirinha] estava do lado dele e não deu a falta, e ele veio e deu a falta. Mas eles são suscetíveis a erros, assim como nós e todo mundo. Mas graças a Deus os erros não comprometeram a partida.
Lesões na zaga
– Temos muitos zagueiros, então quando optamos pelo G-2 são meninos fazendo estreia como profissional por conta das lesões. Mas a zaga está muito bem, e quando os atletas retornarem vamos ficando cada vez mais fortes. Janela fechada, é torcer para diminuir as lesões. Não vou reclamar do calendário, antes de eu ser treinador eu já sabia que é assim que funciona.
Meio de campo
– Leitura um pouco diferente. Quando temos esse sistema, seguro Caíque e solto mais Baralhas e Martínez, com Erick e Ramon pelos lados, e Matheuzinho onde ele rende mais, como 10. Um losango para ele ficar atrás do camisa 9. Damos liberdade para Martínez e Baralhas, um dos volantes que fazem mais gol no Brasil. Quando colocamos Zé, ele também chega. Matheuzinho tem o poder de improviso com mudança de direção. geRead More


