Jogadores deixam recados (positivos) para Ancelotti antes da lista final da Seleção
Veja os melhores momentos de Brasil 3 x 1 Croácia na ge tv
Um lance aos 46 minutos do primeiro tempo concentrou algumas das melhores notícias (e algumas das principais personagens) da seleção brasileira na vitória por 3 a 1 sobre a Croácia, nesta terça-feira, em Orlando. Matheus Cunha, feito armador, encaixou ótimo lançamento. Vini Jr disparou, cortou três marcadores em um mesmo drible e deu a assistência. Danilo, chegando de surpresa na área, completou para o gol.
Foi a jogada que abriu o placar do amistoso. E ela carrega significados importantes, a começar por Matheus Cunha, para mim o melhor jogador da partida. Antes do lance do gol, ele já havia protagonizado os dois momentos mais perigosos do primeiro tempo – servindo João Pedro em um, finalizando da entrada da área em outro (em ambos, o goleiro Livakovic impediu o gol).
A atuação de Matheus Cunha foi importante especialmente do ponto de vista tático. Esta talvez tenha sido a partida, desde a chegada de Carlo Ancelotti, em que ele melhor funcionou como organizador. No esquema de quatro atacantes escolhido pelo italiano (um 4-2-4 que na prática não é bem assim), será fundamental que ao menos um deles fortaleça constantemente o meio – e o atleta do Manchester United tem características para isso: recua, pede a bola, flutua, busca os demais atacantes e chega à área. É um jogador muito interessante, que dá segurança a Ancelotti para bancar os riscos desse sistema de jogo.
Vini Jr também teve atuação animadora. A exemplo de Matheus Cunha, ele já havia sinalizado aquilo que faria no lance do gol. Vinha levando vantagem sobre a marcação, encontrando espaços, se mostrando muito mais à vontade do que na partida anterior, contra a França. Tê-lo cada vez mais integrado ao time é uma das grandes missões de Ancelotti, e o jogo contra a Croácia representou um pequeno passo nessa jornada.
Danilo comemora gol do Brasil contra a Croácia
André Durão
Danilo, novidade entre os titulares, aproveitou muito bem a chance. Justificou a convocação ao repetir as características que vem demonstrando no Botafogo: verticalidade, movimentação, chegada à frente. No esquema de Ancelotti, o companheiro de Casemiro precisará ter esses predicados. Danilo ganhou pontos na luta por um lugar na Copa.
O primeiro gol condensou tudo isso. E os outros dois tiveram a presença explosiva de Endrick, decisivo para garantir a vitória depois do empate croata. O atacante sofreu o pênalti do segundo gol, convertido por Igor Thiago, e deu a assistência para o terceiro, de Martinelli. Em poucos minutos, saiu do banco para avisar a Ancelotti que precisa estar na Copa.
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Na prática, foi um teste bastante positivo, embora não apague nossos problemas. A Croácia não tem a qualidade da França, mas é um bom time, semifinalista na última Copa e finalista na anterior. É preciso considerar que a Seleção foi a campo sem muitos jogadores que provavelmente serão titulares no Mundial (Alisson, Militão, Gabriel Magalhães, Bruno Guimarães, Raphinha). Mesmo assim, conseguiu fazer uma boa partida, especialmente no primeiro tempo.
Foi o último amistoso antes da convocação final para a Copa do Mundo. Ele certamente deu argumentos a Ancelotti para a escolha dos nomes ainda indefinidos. E para saber o que esperar deles daqui a dois meses e meio. geRead More


