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Luís Castro rechaça pressão no Grêmio e comenta trabalho: “Nenhuma casa cresce em 15 dias”

Luís Castro rechaça pressão no Grêmio e comenta trabalho: “Nenhuma casa cresce em 15 dias”

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O empate sem gols no Gre-Nal 452 foi o quinto jogo seguido do Grêmio sem vitória. A pressão que parece aumentar sobre Luís Castro, porém, não atinge o treinador. Ao menos na avaliação do português após o clássico deste sábado, no Beira-Rio.
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Desde a última vitória, há mais de 20 dias, o Grêmio sofreu três derrotas e teve dois empates, ambos sem gols. Isso entre Brasileirão e a estreia na Sul-Americana. A equipe não marca há três jogos. Neste contexto, Luís Castro foi questionado sobre ainda se sentir prestigiado.
– Todos os projetos se sustentam em resultados. Sei que o imediatismo da sociedade e aquilo que todos os gremistas querem são resultados imediatos. Não há hipótese. Nenhuma casa cresce em 15 dias ou um mês e vai lá a gente viver dentro. O projeto demora tempo a fazer. Sei que queriam que fosse diferente, eu também quero que seja diferente, eu também quero resultados, mas não existe isso – iniciou o treinador.
– Sempre senti o conforto dela (direção), na pessoa também do Sr. Antônio Dutra (vice de futebol). Não vou pôr em causa sequer, mas é uma coisa que, ao longo da minha vida, não me preocupei se está sustentado ou não, senão já tinha caído há muito tempo. A minha marca é determinação, resiliência, agarrar e abraçar todos os desafios que tenho pela frente. Essa é a minha marca – acrescentou.
Técnico Luís Castro em Internacional x Grêmio – Gre-Nal 452
Liamara Polli/AGIF
Luís Castro concordou que o clássico foi mal jogado, mas ressaltou a entrega da equipe. Ainda citou o calendário como um dificultador do trabalho, visto que há pouco tempo de recuperação e atividades entre as partidas.
Após retornar do Uruguai, onde jogou no meio da semana, o Grêmio disputou o clássico na noite deste sábado e já volta a campo na terça-feira, novamente pela Sul-Americana.
– O trabalho do dia a dia não existe. Não posso dizer as coisas de outra forma. O trabalho é feito através de vídeo. Nós não conseguimos levar os jogadores com uma sequência de jogos como nós temos. E é uma sequência de jogos loucos. Daqui a dois dias já estamos a jogar outra vez. O que é que eu vou trabalhar daquilo que nós erramos hoje para o próximo jogo? Impossível. Tenho dois dias para recuperar e para pôr uma equipa em campo outra vez – destacou Castro.
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