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Maior distribuidora do país, Vibra adere ao programa do governo de subvenção do diesel

Maior distribuidora do país, Vibra adere ao programa do governo de subvenção do diesel

 Bomba de combustível em um posto em Brasília 7 de março de 2022.
Reuters
A Vibra Energia, maior distribuidora de combustíveis do país, anunciou nesta quinta-feira (9) que vai aderir ao programa de subvenção ao diesel criado pelo governo federal para conter os impactos da alta do petróleo em meio à guerra no Oriente Médio.
A habilitação vale para abril, informou a companhia, acrescentando que ainda analisa os detalhes técnicos da medida e mantém diálogo com o governo e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
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Segundo a Vibra, as conversas buscam “esclarecer e ajustar pontos importantes para que, em outro momento, a subvenção possa ser solicitada em plena conformidade com seus pilares de governança e eficiência logística”.
As companhias têm mantido diálogo com a ANP para discutir os prazos de pagamento da subvenção e os critérios de fiscalização do programa.
Em nota, a Vibra reiterou apoio a iniciativas que ampliem a previsibilidade do mercado, com o objetivo de reduzir impactos para consumidores e setores produtivos.
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A primeira fase do programa federal de subvenção ao diesel havia terminado com apenas cinco empresas habilitadas: a Petrobras, a refinaria de Mataripe (BA), a Sea Trading Comercial, a Midas Distribuidora e a Sul Plata Trading.
As três maiores distribuidoras do país — Vibra Energia, Raízen e Ipiranga — ficaram de fora da etapa inicial. Entre elas, a Vibra foi a única a confirmar adesão até o momento.
Pelas regras, os agentes do setor tiveram até 31 de março para aderir à primeira fase, referente ao período de 12 a 31 de março. Para abril, o prazo permaneceu aberto.
O anúncio da Vibra ocorre poucos dias após o governo elevar o subsídio ao diesel importado de R$ 0,32 para R$ 1,52 por litro.
Entenda a subvenção
O governo federal publicou na terça-feira (7) uma medida provisória (MP) que institui o Regime Emergencial de Abastecimento Interno de Combustíveis. O texto prevê um pacote de ações com o objetivo de frear os impactos da guerra no Oriente Médio sobre a economia brasileira.
Entre as medidas está a nova subvenção ao diesel, que prevê um desconto de R$ 1,20 por litro de diesel importado (R$ 0,60 de subsídio federal e R$ 0,60 estadual). Somado ao subsídio anterior concedido pela União, de R$ 0,32, o benefício total chega a R$ 1,52 por litro.
O objetivo central da medida é proteger o setor produtivo, especialmente o agronegócio, da alta de preços provocada pelo conflito entre Estados Unidos e Irã.
⛽ O diesel é o principal combustível usado no transporte de cargas no Brasil. Por isso, quando seu preço sobe, há um efeito em cadeia na economia. O aumento do frete tende a ser repassado para alimentos, produtos industrializados e serviços, pressionando a inflação.
Nesse contexto, a divisão entre estados e União busca repartir o custo da medida e facilitar a adesão dos governos estaduais, reduzindo a pressão sobre apenas um nível de governo.
O benefício é direcionado aos importadores de diesel, responsáveis por trazer o combustível do exterior para complementar a oferta no país.
Segundo o governo, a medida será aplicada ao menos durante abril e maio deste ano e terá custo de R$ 4 bilhões — R$ 2 bilhões para a União e R$ 2 bilhões para os estados e o Distrito Federal.
Pelo lado dos estados, o subsídio será viabilizado por meio do Fundo de Participação dos Estados (FPE), mecanismo pelo qual o governo federal repassa recursos mensalmente aos governos estaduais.
Agora, parte desses valores será retida, em montante equivalente a R$ 0,60 por litro, como contribuição de cada estado.
➡️ O FPE é formado por 21,5% da arrecadação líquida do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
Entre as medidas anunciadas, o governo também criou uma subvenção de R$ 0,80 por litro de diesel produzido no Brasil, que se soma à de R$ 0,32 por litro já em vigor.
* Com informações da agência de notícias Reutersg1 > EconomiaRead More