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Navio russo sob sanções é usado para transportar veículos blindados ao Mali via Guiné

Navio russo sob sanções é usado para transportar veículos blindados ao Mali via Guiné

Uma investigação aponta que um navio cargueiro russo sob sanções internacionais foi utilizado para transportar veículos blindados destinados ao Mali, com operação passando pelo porto de Conacri, na Guiné, e seguindo por rota terrestre até Bamako. As informações são da France24.

O navio, identificado como Sabetta, teria partido da Rússia com carga militar e feito escala em território guineense antes de concluir a entrega no interior do continente africano. A movimentação reforça suspeitas sobre o uso de rotas alternativas para driblar sanções impostas a embarcações e empresas russas após a guerra na Ucrânia.

Porto de Conacri (Foto: WikiCommons)

Segundo a apuração, o transporte seguiu uma rota já mapeada por fontes especializadas em segurança no Sahel: primeiro o deslocamento marítimo até o porto de Conacri e, em seguida, a transferência terrestre por comboios militares até o Mali.

Imagens de satélite e registros de rastreamento marítimo indicam que o navio foi monitorado por forças internacionais durante sua travessia por áreas estratégicas, incluindo o Canal da Mancha, onde chegou a ser acompanhado por embarcações militares britânicas.

A carga desembarcada na Guiné teria incluído veículos blindados que posteriormente foram vistos em deslocamento rumo ao Mali. Parte do material seria de origem chinesa, incluindo modelos produzidos pela Norinco, como o CS/VP14 e o CS/VN9, além de veículos utilitários militares.

Além disso, vídeos e registros locais também apontam a presença de equipamentos de origem russa, como blindados BMP-3, TIGR e VPK-Ural, sugerindo uma possível combinação de fornecedores na mesma operação logística.

Especialistas em segurança internacional avaliam que essa mistura de origens pode refletir tanto cooperação indireta entre Rússia e China quanto estratégias de aquisição diversificada de armamentos por parte de forças atuantes no Sahel.

O destino final do material seria o exército do Mali, que nos últimos anos ampliou sua cooperação militar com a Rússia. Outra possibilidade mencionada por analistas é o uso desses equipamentos por grupos paramilitares ligados ao Afrika Korps, estrutura que substituiu o Wagner Group na região.

A operação ocorre em meio ao aumento da presença militar russa na África Ocidental e ao reforço do controle internacional sobre navios e empresas envolvidas em transporte de material bélico sob sanções.

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