O campo grita: Endrick precisa estar na Copa
Brasil 3 x 1 Croácia | Melhores momentos | Amistoso Internacional 2026
Apesar do desempenho ruim na derrota para a França e de alguns momentos de instabilidade diante da Croácia, os amistosos deixaram algumas notícias promissoras para a Seleção Brasileira. Também criaram uma expectativa imensa, pois a vitória por 3 a 1 contra os croatas levantou um clamor popular que se justifica por aquilo que o campo demonstra: Carlo Ancelotti precisa levar Endrick para a Copa do Mundo.
Antes da partida, o técnico italiano havia declarado que vê o atacante do Lyon como importante para o futuro da Seleção, deixando margem para explicar uma possível não convocação. Mas o futuro, meu caro Ancelotti, é urgente: mais especificamente, daqui a dois meses. Porque o setor ofensivo do Brasil conta com um excelente arsenal de alternativas, mas, de todos os nomes cotados, nenhum mostra tanto ímpeto quanto o atacante de 19 anos ao vestir a camisa amarela.
Nos cerca de quinze minutos em que esteve em campo contra a Croácia, o talento revelado pelo Palmeiras sofreu um pênalti (discutível, é verdade) e deu assistência para Martinelli marcar o terceiro gol. Além da técnica e da força, indiscutíveis, a personalidade de Endrick faz dele, entre os possíveis convocados para a Copa, o nome com maior potencial anímico para reverter cenários desconfortáveis — é uma força da natureza que investe seu vigor contra toda previsibilidade. Prova de como o perfil de Endrick é distinto foi o fato de imediatamente ter apanhado a bola para bater o pênalti que sofreu, e só não cobrou porque Ancelotti preferiu Igor Thiago.
No futebol, é muito comum recorrer à tese do “respeito à hierarquia”, geralmente para explicar a preferência por jogadores mais experientes, com maior rodagem. É uma justificativa confortável, mas que não se sustenta e, na história das Copas, já fez muita esperança virar farelo no meio do caminho. No caso de Endrick, outra máxima precisa ser considerada: o campo não apenas está falando, ele grita por sua convocação.
Endrick celebra gol pela seleção brasileira contra a Espanha
Rafael Ribeiro / CBF
Além do inflamável atacante do Lyon, a data FIFA credenciou outros nomes para a convocação final. Parece evidente que Luiz Henrique não apenas garantiu sua vaga, mas passa a brigar mesmo pela posição de titular — assim como Endrick, encara cada apresentação pela Seleção com disposição inegociável. Inteligente e com potência física equivalente a um trator, Luiz Henrique tem uma capacidade absurda de vencer confrontos individuais e se encaixa perfeitamente na ideia de atuar com jogadores espetados nos flancos do campo.
Também Danilo, volante do Botafogo, tornou-se nome praticamente certo na Copa depois do que fez contra França (entrando no decorrer do jogo) e diante da Croácia (como titular). Ontem, na troca de esquema tático de Ancelotti, ele compôs um meio-campo bastante equilibrado com Casemiro e Matheus Cunha, além de mostrar toda sua cátedra no golaço marcado após assistência de Vinicius Jr. Sua presença na Copa será uma reparação: pela qualidade e pelo nível de atuação que mantém nos últimos anos, já deveria ser nome assíduo na Seleção há muito tempo.
Apesar do choque de realidade sofrido contra os franceses, o saldo dos amistosos é positivo para a Seleção. Também porque Carlo Ancelotti teve a chance de testar variações táticas contra adversários exigentes, mas especialmente por ter visto algumas de suas opões individuais ganharem relevância, assumindo o protagonismo que a Seleção necessita. Depois de ontem, as vagas disponíveis no caderno de Ancelotti ficaram ainda mais restritas.
Ia bater? Endrick pega a bola, mas depois deixa para Igor Thiago bater o pênalti geRead More


