Os cinco desafios de Artur Jorge como técnico do Cruzeiro
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Após uma semana de treinos na Toca da Raposa, Artur Jorge inicia a trajetória como técnico do Cruzeiro nesta quarta-feira, contra o Vitória, pela nona rodada do Brasileirão. Um trabalho que começa com a urgência por resposta na competição, na qual o time está na lanterna e ainda não venceu. O ge traz os cinco principais desafios do treinador.
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O português foi contratado para a vaga de Tite, campeão mineiro, mas com baixo rendimento na competição nacional. O ex-comandante e Wesley Carvalho, que comandou o time interinamente em dois jogos, conseguiram apenas quatro dos 24 pontos disputados.
1. Rendimento defensivo
Ponto forte do trabalho de Leonardo Jardim no ano passado, o setor é o que desperta mais atenção neste primeiro semestre de temporada. O Cruzeiro tem a pior defesa do Brasileirão, ao lado do Botafogo, com 16 gols sofridos. O empate com o Santos, no Mineirão, foi o único jogo em que o setor não foi vazado no torneio.
Artur Jorge começa o trabalho sem uma das referências no setor. Cássio, titular absoluto há quase dois anos, passou por cirurgia no joelho e tem retorno previsto somente para o último trimestre da temporada.
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2. Recuperação de “selecionáveis”
O português também assume o Cruzeiro com a missão de recuperar algumas individualidades que sofreram queda de desempenho nesta temporada. Dois deles, inclusive, fazem parte do setor criticado setor defensivo: Fabrício Bruno e William.
O lateral, chamado por Dorival Júnior para a Seleção em 2024, está entre os mais criticados pela torcida neste início de temporada. Fez bons jogos durante a arrancada do time no Mineiro – inclusive na decisão –, mas foi vaiado em pelo menos quatro jogos no decorrer do primeiro trimestre. Fagner e Kauã Moraes são os outros nomes disponíveis para a lateral direita.
Fabrício Bruno fez quatro jogos com a Seleção no ano passado
EFE/ Luis Gandarillas
Fabrício Bruno se destacou em 2025 e, não por acaso, foi convocado por Ancelotti e disputou quatro jogos com a seleção brasileira. Neste ano, com rendimento abaixo do esperado, não foi levado para o treinador, mesmo com cortes na zaga para amistosos contra França e Croácia.
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Assim como Fabrício, quem briga por vaga na Copa do Mundo é Keny Arroyo. O equatoriano teve convocação no primeiro semestre do ano passado, mas não foi chamado desde que chegou ao Cruzeiro. Na Toca, teve bons momentos – como na semifinal da Copa do Brasil –, mas ainda não conseguiu grandes sequências como titular. Tem um gol e uma assistência em 15 jogos no ano.
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3. Crescimento de Gerson
Uma das grandes missões do treinador também será encontrar o lugar ideal para Gerson na equipe. Contratado por mais de R$ 200 milhões, ele fez valer o apelido de “Coringa” com Tite e, mesmo não tendo rendimento criticado, há o entendimento de que pode render mais em campo.
O meio-campista jogou como segundo homem de meio-campo e, também, pelos dois lados do campo, durante o primeiro trimestre da temporada. Tem duas assistências em 15 jogos, sendo uma delas para o gol de Kaio Jorge que definiu o título do Campeonato Mineiro.
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Importante lembrar que Gerson chegou do futebol russo, já durante a pré-temporada, e teve pouco tempo para treinamentos específicos. O jogador teve grande sequência de jogos e também um pequeno problema no joelho, na semifinal do Mineiro.
Gilson Lobo/AGIF
4. Maratona sem reforços
Além da recuperação no Brasileiro, Artur Jorge chega com a missão de conduzir o Cruzeiro na Copa do Brasil e na Libertadores. As duas competições começam em abril, com o time tendo fases decisivas nos próximos dois meses.
Toda a fase de grupos do torneio continental e a quinta fase da Copa do Brasil serão disputadas antes da pausa para a Copa do Mundo. Até lá, o treinador conduzirá o time com o elenco montado por Tite, já que a janela para contratações está fechada. A equipe ainda terá dez jogos do Brasileirão neste recorte. Disputará, em média, uma partida a cada três dias nos próximos dois meses.
5. Retomada no Mineirão
Um ponto importante para cumprir as metas imediatas nas três competições é conseguir voltar a vencer no Mineirão. Apesar de a conquista do Campeonato Mineiro ter sido no estádio, a campanha da equipe como mandante no ano é ruim.
Ainda no Estadual, o time foi derrotado em dois dos seis jogos que fez nesta condição. No Brasileirão, são três empates e uma derrota em quatro partidas no Mineirão. O desempenho geral no estádio em 2026 é de 50%.
Torcida do Cruzeiro no Mineirão
Gustavo Martins/ Cruzeiro
No ano passado, o Cruzeiro chegou a ficar mais de três meses invicto no Mineirão e terminou o Campeonato Brasileiro com apenas duas derrotas no estádio, sendo o quarto melhor mandante do torneio.
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