Palmeiras enviará ofícios à CBF para questionar decisões e “diferença de tratamento”
Guilherme Xavier complementa informações sobre a suspensão de Abel Ferreira no STJD
O Palmeiras enviará ofícios à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para questionar as decisões da entidade nos últimos dias. O adiamento do clássico entre Flamengo e Fluminense, de sábado para domingo, é uma das razões.
Na visão do Alviverde, algo que se transformará em documento oficial, apenas um clube foi beneficiado enquanto outros tiveram pedidos negados. O ge apurou que os ofícios serão enviados ao longo desta semana, e o Palmeiras também quer conversar com a CBF sobre os casos.
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O Mirassol, por exemplo, teve o pedido de adiamento do jogo contra o Remo negado, mesmo que tivesse que entrar em campo 52 horas depois de enfrentar um segundo tempo da partida contra o Novorizontino, pelo Paulistão, paralisada pela chuva no interior.
O Cruzeiro também teve pedido negado recentemente, assim como o Avaí, na Série B. A equipe catarinense teve problemas com as panes aéreas que atingiram o Brasil, argumento utilizado pelo Flamengo para adiar o Fla-Flu de sábado para domingo.
“Infelizmente não foi possível prevalecer o bom senso. Fundamental lembrar que a situação excepcional ocorreu por motivo alheio à vontade do Clube”, disse trecho da nota do Avaí.
Leila Pereira durante reunião de clubes na CBF
Reprodução
O efeito suspensivo de Abel Ferreira
A ausência da liberação de Abel Ferreira para o clássico também é uma questão importante na irritação do Palmeiras. O treinador português foi suspenso por oito partidas por conta de expulsões no Campeonato Brasileiro e será julgado pelo pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) nesta quarta-feira, em segunda instância, após recurso da defesa.
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O efeito suspensivo para que Abel Ferreira estivesse no jogo contra o Corinthians, neste domingo, às 18h30, na Neo Química Arena, foi negado. Assim, o lusitano cumprirá uma das partidas de suspensão e não estará na beira do gramado para comandar a equipe no Dérbi Paulista.
Abel Ferreira expulso em São Paulo x Palmeiras
Marcos Ribolli
O clube se sente prejudicado nos bastidores, e um dos exemplos a serem citados no documento é o de Carrascal, punido com quatro partidas e liberado para atuar. O colombiano, jogador do Flamengo, ainda não teve julgamento marcado em segunda instância.
O Verdão já havia se posicionado em nota, logo após o efeito suspensivo ter sido negado, e promete medidas mais contundentes sobre o acordo.
Veja a nota do Palmeiras
“A Sociedade Esportiva Palmeiras sempre se pautou pelo absoluto respeito aos processos estabelecidos, discutindo e defendendo seus direitos junto às esferas competentes de forma reservada e responsável.
Diante dos acontecimentos recentes, no entanto, o clube vem a público manifestar sua profunda insatisfação com a condução do caso envolvendo o julgamento do técnico Abel Ferreira pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e com o adiamento por parte da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) da partida entre Fluminense e Flamengo, pela 11ª rodada do Brasileirão.
Em decisão que foge aos preceitos historicamente adotados pelas comissões disciplinares, nosso treinador foi punido com rigor desproporcional, em uma sessão que considerou, entre outras imprecisões, uma leitura labial sem qualquer respaldo pericial e trouxe à tona episódios pretéritos pelos quais o profissional já havia sido penalizado.
Causa ainda maior estranheza a resposta negativa dada neste sábado (11) pelo STJD ao pedido de efeito suspensivo protocolado pelo clube ainda na quinta-feira (9). Afinal, em inúmeros casos semelhantes, o mesmo tribunal atendeu a essa solicitação, como forma de garantir o amplo direito à defesa; com o treinador do Palmeiras, contudo, observa-se tratamento desigual, destoando dos princípios da isonomia.
Decisões arbitrárias comprometem a credibilidade das competições. É fundamental que todos os agentes envolvidos atuem com equilíbrio, sem eleger um único profissional como bode expiatório – não é razoável que apenas um seja penalizado por um problema coletivo. Desse modo, o clube espera que, na segunda instância, o caso em questão seja analisado com coerência.
Por fim, manifestamos também o nosso descontentamento com a decisão da CBF de acatar o pedido do Flamengo para a remarcação do jogo contra o Fluminense, de hoje (11) para amanhã (12).
Não nos cabe entrar no mérito do pleito; é necessário questionar, contudo, por que somente um clube tem a sua solicitação atendida, enquanto outras equipes vêm tendo pedidos similares sistematicamente rejeitados pela entidade.
Em um calendário reconhecidamente desafiador, todos os clubes enfrentam dificuldades logísticas – incluindo o Palmeiras – e, por isso, é essencial que haja imparcialidade e transparência em decisões que podem impactar o campeonato.”
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