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Peruanos residentes em SP fazem fila para votar em colégio da Avenida Paulista

Peruanos residentes em SP fazem fila para votar em colégio da Avenida Paulista

 Peruanos residentes no Brasil fazem fila para votar em SP
Peruanos residentes em São Paulo fizeram filas neste domingo (12) para votar nas eleições gerais que vão definir presidente da República, vice-presidentes, senadores, deputados e representantes para o Parlamento Andino.
Na capital paulista, o local de votação era a Escola Estadual Rodrigues Alves, na Avenida Paulista, das 7h às 17h, e puderam participar peruanos com mais de 18 anos.
Eleitores reclamaram das filas no perfil do consulado peruano em São Paulo.
Peruanos residentes em São Paulo fazem fila para votar na Avenida Paulista
Israel Smuk/TV Globo
Peruanos residentes em São Paulo fazem fila para votar na Avenida Paulista
Israel Smuk/TV Globo
35 candidatos à Presidência
Os peruanos foram às urnas na esperança de romper um ciclo de turbulência política que impediu qualquer presidente de concluir um mandato completo na última década, em meio a escândalos de corrupção, aumento da criminalidade e frustração dos eleitores.
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Pessoas aguardam em fila para votar durante as eleições gerais do Peru, em Lima, Peru, 12 de abril de 2026
REUTERS/Angela Ponce TPX IMAGES OF THE DAY
Cerca de 27 milhões de peruanos estão aptos a votar em um novo presidente e nos integrantes de um congresso bicameral recentemente restabelecido.
A disputa deste ano conta com um número recorde de 35 candidatos à Presidência, a maior marca da história do país.
As seções eleitorais abrem às 7h (horário local, 9h em Brasília), no domingo, e fecham às 18h, quando as cédulas de papel medindo quase meio metro (44 centímetros) – as mais longas da história do país – serão contadas.
As pesquisas de opinião sugerem que a candidata de direita Keiko Fujimori tem uma pequena vantagem. Ela é seguida de perto por pelo menos três concorrentes – incluindo dois ex-prefeitos de Lima, o ultraconservador Rafael López Aliaga e o empresário de mídia Ricardo Belmont, e o outsider político Carlos Alvarez, um ex-comediante.
Nenhum dos candidatos tem mais de 15% nas pesquisas de intenção de voto, o que torna quase certo um segundo turno em de junho, segundo analistas.
Keiko Fujimori, Carlos Álvarez e Rafael Lopez Aliaga
Reuters/Angela Ponca; Reuters/Leslie Moreno; Reuters/Angela Ponce
Cenário fragmentado
Os três candidatos que estão atrás de Fujimori, filha do falecido ex-presidente Alberto Fujimori, também estão em empate técnico, disse Urpi Torrado, da empresa de pesquisas Datum Internacional.
O alto número de eleitores indecisos significa que os candidatos que aparecem em um segundo pelotão nas pesquisas “não podem ser ignorados”, disse Nicolas Watson, da consultoria Teneo, mesmo que eles tenham apenas entre 4,5% a 6% de apoio.
As pesquisas sugerem que cerca de 13% dos eleitores permanecem indecisos.
Para muitos peruanos, a disputa fragmentada reflete um declínio institucional mais profundo. O país passou por oito presidentes desde 2018, pois os líderes sofreram impeachment, foram presos ou forçados a deixar o cargo.
Essas eleições podem marcar uma ruptura com esse ciclo de instabilidade ou “nos manter presos a ele”, disse o analista político Fernando Tuesta.
Preocupação com corrupção e segurança
A luta contra a corrupção é um tema de destaque na campanha. Quatro ex-presidentes estão atualmente na prisão, a maioria ligada a casos de suborno que envolveram a empresa de construção Odebrecht. Alberto Fujimori cumpriu 16 anos de prisão por abusos de direitos humanos e morreu em 2024 após ser libertado por razões humanitárias.
A insegurança, entretanto, agora rivaliza – e em muitos casos supera – a corrupção como a principal preocupação dos eleitores.
O Peru não era tradicionalmente associado ao crime organizado, mas os homicídios e a extorsão aumentaram, atingindo principalmente os trabalhadores do setor de transportes e as pequenas empresas, disse a professora Paula Muñoz, da Universidad del Pacífico, em Lima.
Dados oficiais mostram que os casos de extorsão aumentaram quase 20% no ano passado, e as taxas de homicídio atingiram novos recordes.
O aumento alimentou o apoio a respostas mais duras e populistas da direita, disse Muñoz, refletindo uma tendência latino-americana mais ampla, na qual o crime é cada vez mais visto como uma questão que deve ser tratada por líderes da linha-dura, como o presidente de El Salvador, Nayib Bukele.
As propostas de alguns candidatos incluem o envio de tropas, o restabelecimento da pena de morte, a retirada dos tribunais internacionais de direitos humanos e a permissão para que os magistrados que lidam com casos criminais permaneçam anônimos, o que restabeleceria os chamados “juízes sem rosto” do país, que o Peru não tem desde 1997.
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REUTERS/Angela Ponceg1 > Mundo Read More