Petróleo sobe mais de 7% após Trump dizer que EUA manterão ataques ao Irã
Trump diz que objetivos no Irã estão quase concluídos
Os preços do petróleo subiam mais de 7% nesta quinta-feira (2), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que o país manteria os ataques ao Irã sem apresentar um cronograma para o fim da guerra.
A declaração aumentou os temores dos investidores sobre possíveis interrupções prolongadas no fornecimento.
🔎Por volta das 7h15 (horário de Brasília), o petróleo tipo Brent avançava 7,28%, cotado a US$ 108,52. No mesmo horário, os futuros do petróleo bruto WTI (West Texas Intermediate) subiam 7,88%, para US$ 108,01 o barril.
A alta vinha após uma queda de mais de US$ 1 nos dois principais benchmarks, registrada antes do discurso televisionado de Trump à nação.
“Vamos terminar o trabalho, e vamos fazê-lo muito rápido. Estamos chegando muito perto”, disse Trump. Ele acrescentou que as forças armadas dos EUA estão próximas de atingir seus objetivos e que o conflito pode terminar em duas ou três semanas, sem dar detalhes.
Segundo Priyanka Sachdeva, analista sênior de mercado da Phillip Nova, os mercados reagem à ausência de “qualquer menção clara a um cessar-fogo ou a iniciativas diplomáticas” no discurso.
“Se as tensões se intensificarem ou os riscos no transporte marítimo aumentarem, o petróleo pode atingir novas altas, à medida que o mercado passa a considerar possíveis interrupções no fornecimento.”
As ameaças ao tráfego marítimo têm aumentado com a intensificação do conflito na região. Na quarta-feira, um petroleiro fretado pela QatarEnergy foi atingido por um míssil de cruzeiro iraniano em águas do Catar, segundo o Ministério da Defesa do país.
O chefe da Agência Internacional de Energia também alertou que eventuais interrupções no fornecimento devem começar a afetar a economia europeia a partir de abril. Até agora, o continente vinha sendo protegido por cargas contratadas antes do início da guerra.
“Sem menção a um plano consistente de cessar-fogo ou a uma estratégia de saída, os mercados seguem assimilando as declarações do governo”, disse Claudio Galimberti, economista-chefe da Rystad Energy.
Ações da China e de Hong Kong caem
As bolsas da China e de Hong Kong fecharam em baixa nesta quinta-feira, pressionadas pela cautela dos investidores após as falas de Donald Trump.
No fechamento, o índice de Xangai caiu 0,74%, aos 3.919 pontos, enquanto o CSI300 recuou 1,04%, aos 4.478 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 0,70%, aos 25.116 pontos. Entre os destaques negativos, ações de semicondutores lideraram as perdas, refletindo a redução do apetite por risco.
Na Ásia, o movimento foi generalizado: o Nikkei (Tóquio) caiu 2,28%, o Kospi (Seul) recuou 4,47%, o Taiex (Taiwan) perdeu 1,82%, o Straits Times (Cingapura) cedeu 0,70% e o S&P/ASX 200 (Sydney) caiu 1,06%.
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