Ponte descumpre acordo na Fifa e corre risco de novo transfer ban
Ponte Preta avisa Sindicato dos Atletas que fará pagamentos de um mês de salários
A Ponte Preta atrasou a segunda parcela do acordo na Fifa com o zagueiro Luis Haquin. Em janeiro, o clube foi condenado a pagar R$ 227.777,75 por dívidas acumuladas durante a passagem do jogador pelo Majestoso, em 2024.
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A Ponte tinha 45 dias a partir da condenação para resolver a situação ou sofreria um novo transfer ban, ficando impedida de registrar novos atletas. As partes dividiram o valor em duas parcelas iguais. A primeira foi quitada em março.
Já a segunda venceu recentemente, sem o pagamento. Houve um pedido do departamento jurídico alvinegro para que o prazo fosse prorrogado até a última sexta-feira, dia 10 de abril. A defesa aceitou a proposta, mas ainda assim o atleta não recebeu o valor.
– Realmente fizemos acordo, acreditamos na Ponte Preta, e ela não honrou. Há uma multa no acordo (20% do valor total). Já comuniquei a Fifa do descumprimento. Vamos cobrar o valor atrasado com a multa e pedir o transfer ban imediato – disse o advogado João Henrique Chiminazzo, representante de Haquin no caso.
Luis Haquin durante passagem pela Ponte
Foto de Alberto Nucci/PontePress
O próximo passo é a Fifa abrir um prazo para o clube se manifestar e outro para a quitação da parcela, sob pena de punição com o transfer ban – a janela de transferências está atualmente fechada e só voltará a abrir em 20 de julho, indo até 11 de setembro.
Procurada, a assessoria de imprensa da Ponte disse que a diretoria não vai se manifestar oficialmente sobre o caso.
Entenda o caso
O valor inicial da ação era de aproximadamente R$ 500 mil, entre salários atrasados, verbas rescisórias e encargos trabalhistas, mas a Câmara de Resoluções da Fifa acatou parcialmente as reivindicações de Haquin.
O processo foi julgado pela Câmara de Resoluções da Fifa, uma vez que as partes estabeleceram o órgão como foro competente para discutir eventuais divergências do contrato de empréstimo junto ao Bolívar.
Haquin, capitão da seleção boliviana e atualmente no Al-Tai da Arábia Saudita, teve uma passagem discreta pela Ponte, com apenas 13 jogos ao longo de 2024 e seis meses sem sequer atuar por opção técnica – quando Nelsinho Baptista estava no comando.
A Ponte sofreu recentemente com um transfer ban na CNRD (Comissão Nacional de Resolução de Disputas) e outro na Fifa.
Somados, os valores dos dois davam aproximadamente R$ 2,2 milhões: R$ 1,65 milhão da CNRD pelas parcelas em atraso de um acordo para pagamento de dívidas e cerca de 110 mil dólares (R$ 592 mil na cotação atual) da Fifa por uma dívida envolvendo mecanismo de solidariedade.
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As punições tiveram impacto direto no rebaixamento alvinegro no Paulistão, uma vez que o clube só conseguiu inscrever as contratações para 2026 a partir da quarta rodada (foram oito no total), quando se livrou das proibições para registrar novos jogadores.
Em meio à crise financeira da Ponte, os atrasos salariais no clube se arrastam desde 2025. Segundo apuração do ge, existem casos de atletas que receberam apenas três salários desde junho do ano passado e de pessoas que trabalham no futebol que vão completar, em abril, um ano sem pagamento, além de funcionários administrativos, com salários mais baixos, que têm passado por dificuldades no dia a dia por causa das pendências. geRead More


