Protagonistas do Coritiba: 80% dos gols na Série A passam pelos pés de Josué ou Ronier; saiba os números
Coritiba tem o media day para o Brasileirão
O Coritiba encontrou em 2026 uma fórmula de sucesso que passa, invariavelmente, pelos pés de dois nomes: Josué e Lucas Ronier. A dupla assumiu o protagonismo ofensivo do Alto da Glória e ostenta números que impressionam pela eficiência.
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Dos 25 gols marcados pelo Coxa nesta temporada, 14 tiveram a participação direta de um deles, seja balançando as redes ou servindo os companheiros. O dado revela que 56% da produção ofensiva do time depende do brilho individual e do entrosamento da dupla.
Embora dividam a responsabilidade, cada um exerce um papel distinto no esquema tático. Lucas Ronier se destaca pelo equilíbrio entre finalizar e servir, somando três gols e quatro assistências no ano.
Já Josué se consolidou como o “cérebro” do time. Com apenas um gol marcado, ele compensa com uma visão de jogo privilegiada, acumulando seis assistências e se isolando como o principal garçom do Coritiba.
— Quando a gente está “on fire” sempre sai muita coisa boa. Um jogador inteligente e só no olhar a gente se entende. Quando a bola cai no meu pé ou cai nos pés dele, eu sei que vai sair alguma coisa boa dali. Graças a Deus estamos conseguindo fazer uma boa dupla — disse Ronier.
Lucas Ronier e Josué, jogadores do Coritiba
JP Pacheco/Coritiba
Quando o funil se estreita para a Série A do Brasileiro, dos 11 gols anotados apenas dois não contaram com a participação de Josué ou Ronier — as exceções ocorreram nos confrontos contra Remo e Mirassol.
Isso significa que 81% das bolas que terminaram no fundo da rede adversária passaram obrigatoriamente pela criatividade de um dos dois.
No torneio, o equilíbrio entre eles é exato: ambos somam três assistências cada, sendo que Ronier ainda deixou sua marca com um gol.
— O futebol é um jogo coletivo e não depende apenas de dois jogadores, mas claro eu e o Ronier bem entrosados e nos entendendo bem dentro de fora de campo. É fácil falar dele, porque é um craque, é humilde, mas precisa fazer mais gols e assistências, porque o futebol de hoje são números.
— Tem que ser mais incisivo no jogo dele, precisa atacar mais os espaços e finalizar mais, porque nisso ele é bom. Enquanto temos o Ronier aqui, temos que desfrutar dele — destacou Josué.
Lucas Ronier, atacante do Coritiba
Jairton Conceição/RPC
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A influência da dupla vai além das estatísticas puras de gols e passes finais, aparecendo na construção das jogadas e no início das tramas ofensivas.
Contra o Cruzeiro, por exemplo, a jogada trabalhada começou com Ronier acionando Sebas, que permitiu a inversão para Bruno Melo servir Lavega.
Já diante do Vasco, foi um cruzamento preciso de Josué, resultou no desvio de Felipe Jonatan e no gol contra de Saldívia.
— Os melhores jogos do Ronier são os que ele mais trabalha coletivamente. Eu acho que isso ajuda a manter o nível de foco e de concentração e realmente ele fica “on fire”. É um menino que teve muito boa formação, teve bons treinadores na base, então ele tem facilidade de jogar em diferentes funções e em diferentes estruturas.
— Nesse cenário ele vai se gabaritando para se firmar no nível da Série A e talvez até algo mais, se ele conseguir seguir nesse caminho e mantiver o pé no chão e a humildade que ele tem tido — pontuou o técnico Fernando Seabra.
O Coritiba tem 15 pontos e volta a campo no domingo, às 16h (de Brasília), contra o Botafogo, no Engenhão, no Rio de Janeiro, pela 11ª rodada da Série A. O ge acompanha em Tempo Real.
Josué, meia do Coritiba
Jairton Conceição/RPC
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