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São Paulo se aproxima de renovação com New Balance após ouvir concorrência; veja valores

São Paulo se aproxima de renovação com New Balance após ouvir concorrência; veja valores

GE São Paulo debate mudanças táticas de Roger Machado
O Conselho Deliberativo do São Paulo votará na próxima segunda-feira a aprovação da ampliação do contrato com a New Balance. A diretoria costurou um acordo de renovação com a fornecedora de material esportivo até 2032, mas depende do aval do órgão. Paralelamente, o clube recebeu uma investida da Penalty, que apresentou proposta para retornar ao uniforme do Tricolor.
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O acordo com a atual fornecedora foi conduzido pela direção de marketing, sob comando do diretor Eduardo Toni, aprovado pelo Conselho de Administração e assinado pela presidência em dezembro de 2025, ainda na gestão de Julio Casares. Parte dos conselheiros, porém, é contrária ao acordo por considerar o prazo longo e os valores abaixo do ideal. Há, inclusive, a tentativa de retirada da pauta na reunião para ampliar o debate.
A reportagem do ge teve acesso aos termos das propostas. A empresa americana oferece contrato de sete anos, com início em 2026 e pagamento mínimo garantido na casa de R$ 40 milhões anuais. Com variáveis atreladas a desempenho esportivo, venda de produtos e luvas, o valor pode chegar a R$ 60 milhões por temporada.
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A proposta prevê ainda o pagamento de R$ 17 milhões em luvas, diluídas ao longo dos sete anos, em parcelas de R$ 2,5 milhões. Ao todo, o acordo projeta cerca de R$ 307 milhões ao longo do contrato, com crescimento estimado de aproximadamente 20% em relação ao vínculo atual, que está em vigor desde 2024.
O acordo foi assinado no fim do ano passado, e havia a previsão de que fosse aprovado pelo Conselho ainda no começo de 2026, mas os trâmites foram interrompidos em meio ao processo de impeachment de Julio Casares, que acabou deixando a negociação em um “limbo”. Nesse período, o contrato acabou vazando, o que aumentou a pressão interna.
Nova proposta
Em fevereiro, com o Tricolor já sob o comando de Harry Massis, representantes da Penalty, que pertence à empresa Cambuci S.A, procuraram o presidente do São Paulo para oferecer uma proposta concorrente.
A oferta gira em torno de R$ 40 milhões anuais considerando luvas, com pagamento de R$ 14 milhões no momento da assinatura, o que traria um alívio financeiro imediato. Por outro lado, sem as variáveis, o anual efetivo seria em torno R$ 28 milhões.
A Penalty também oferece bônus maiores por metas esportivas, que podem chegar a R$ 9,8 milhões, valor ligeiramente superior ao teto previsto pela New Balance. O total do contrato é estimado em cerca de R$ 210 milhões até 2032.
Luís Fabiano com camisa do São Paulo da Penalty
Rubens Chiri / São Paulo FC
Prós e contras
A diretoria elaborou uma análise detalhada sobre as propostas. Um dos pontos considerados na análise interna está no modelo de exploração comercial. A Penalty propõe assumir o controle das lojas físicas e do e-commerce do clube, o que é visto internamente como uma possível perda de receita anual de cerca de R$ 2,5 milhões.
Já a proposta da New Balance prevê participação do São Paulo nas vendas, com garantia mínima de R$ 15 milhões anuais, mesmo em cenários de baixa comercialização.
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Internamente, a diretoria avalia que a New Balance oferece maior prestígio de mercado. A marca, administrada no Brasil pelo Grupo Dass, conta com mais de 4 mil pontos de venda no país e distribuição internacional, com produtos comercializados em mercados como Japão, Estados Unidos e Inglaterra. O contrato também prevê multa rescisória decrescente, que começa em R$ 200 milhões e pode cair até R$ 50 milhões ao longo da vigência.
A relação turbulenta entre São Paulo e Penalty na década passada também é levada em consideração internamente. A empresa patrocinou o clube entre 2013 e 2015, quando assinou a rescisão antecipadamente, após atrasos nos pagamentos mensais.
A diretoria ainda não encerrou as conversas com a Penalty, mas espera a aprovação do acordo com a New Balance no Conselho Deliberativo. No contrato assinado em dezembro, há uma cláusula que prevê a anulação do vínculo caso não passe pelo rito, sem multas ou ônus financeiro.
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