Tim Cook se isola como CEO mais longevo da Apple, superando Steve Jobs; veja as diferenças entre eles
Tim Cook na posse de Donald Trump, em janeiro de 2025
Getty Images via AFP
O aniversário de 50 anos da Apple nesta quarta-feira (1º) é cercado pelos rumores de aposentadoria do executivo que está há mais tempo à frente da empresa.
Tim Cook é CEO da Apple desde agosto de 2011 e já superou o fundador Steve Jobs, que comandou a empresa de 1997 a 2011 com algumas interrupções curtas por motivos médicos.
Em entrevista divulgada há cerca de duas semanas, Cook negou ter dito que gostaria de se aposentar. “Não posso imaginar a vida sem a Apple”, afirmou à rede de TV americana ABC.
Mas, aos 65 anos, o executivo analisa sua futura sucessão. “Eu passo muito tempo pensando em quem estará na sala daqui a cinco anos, daqui a dez anos. Sou obcecado por isso”, disse Cook a funcionários, segundo a Bloomberg.
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A gigante da tecnologia elabora um plano de transição de seu comando ao menos desde 2024 e pode já ter um escolhido, ainda de acordo com a Bloomberg.
O favorito para assumir o cargo é John Ternus, vice-presidente de engenharia de hardware que, desde o início do ano, atua mais próximo da equipe de design, segundo Gurman. A mudança é vista como a preparação para ele assumir um cargo ainda maior no futuro.
Sob o comando de Tim Cook, a Apple desenvolveu melhorias em aparelhos consagrados, apostou em serviços por assinatura e, mais recentemente, fez uma aproximação estratégica com o governo de Donald Trump.
Entenda o momento da empresa e as diferenças entre o executivo e Steve Jobs.
A era Tim Cook
Tim Cook está na Apple desde 1998, após gerenciar a distribuição de equipamentos nas fabricantes americanas IBM, durante 12 anos, e Compaq, por cerca de 1 ano.
O executivo ingressou na Apple como vice-presidente de operações e, em 2005, se tornou diretor de operações, cargos de gestão de cadeia de suprimentos, vendas e serviços.
Tim Cook, CEO da Apple, no evento do iPhone 17 nos EUA
Manuel Orbegozo/Reuters
Ele assumiu o cargo de CEO da Apple cerca de dois meses antes da morte de Steve Jobs. Hoje, Cook também ocupa uma cadeira no conselho diretor da companhia.
Na liderança, Cook supervisionou a expansão da empresa para novos negócios, incluindo dispositivos vestíveis, como o relógio Apple Watch e os óculos Vision Pro, e serviços por assinatura, como Apple Music e Apple TV+.
Foi com Tim Cook que o valor de mercado subiu de US$ 350 bilhões em 2011 para mais de US$ 3,6 trilhões em 2026.
A companhia também ampliou o foco na cadeia de suprimentos global, enfatizou o retorno financeiro para acionistas e promoveu mais ações de sustentabilidade.
E, no início de 2025, demonstrou uma proximidade maior com o governo Trump. Tim Cook esteve na cerimônia de posse junto com outros executivos de gigantes da tecnologia.
Em agosto de 2025, a Apple anunciou na Casa Branca um investimento de US$ 100 bilhões para fabricar componentes do iPhone nos EUA. Cook ainda presenteou Trump com um troféu simbólico com a frase “Fabricado nos EUA, 2025”.
Donald Trump e Tim Cook
Reuters/Jonathan Ernst
Antes, em fevereiro de 2025, a Apple já tinha anunciado investimento de US$ 500 bilhões nos EUA em um prazo de quatro anos.
Parte dos aportes será destinada à produção de chips em território americano. Trump já tinha exigido que a Apple transferisse para os EUA a fabricação do iPhone, hoje concentrada na China e na Índia.
O presidente americano ameaçou impor uma tarifa de importação de 25% sobre produtos da Apple caso a empresa não tomasse essa decisão.
Cook e Jobs
Steve Jobs fundou a Apple em 1976 ao lado de Steve Wozniak, mas deixou a empresa em 1985 por conta de vendas abaixo do esperado do computador Macintosh e conflitos internos relacionados ao seu estilo de gestão.
Ele era conhecido por seu temperamento explosivo e por sua imagem carismática, comparada à de um astro pop desde o início da carreira. E também chamava atenção por seu interesse em temas como espiritualidade e alimentação saudável, por exemplo.
Tim Cook ao lado de Steve Jobs durante conferência sobre problemas no iPhone 4, em julho de 2010. Cook é o sucessor de Jobs na Apple
Kimberly White/Reuters
STEVE JOBS: por que o fundador da Apple era tão especial
Tim Cook, por outro lado, é descrito como cordial e discreto. Com sua experiência de anos em cargos fora dos holofotes, ele também passou a ser considerado um mestre em questões operacionais.
Segundo a Apple, Cook teve um papel fundamental na melhoria das relações com revendedores e fornecedores em seu período no departamento de operações.
Jobs liderou algumas das principais revoluções da indústria de tecnologia. Primeiro nos anos 1970 com o computador pessoal Apple II. Depois na década de 1980 com o Macintosh, controlado por um mouse. Ele ainda liderou a criação do iPod (2001), do iPhone (2007) e do iPad (2010).
Em meio à busca por um sucessor, Jobs recusou vários candidatos de forma brusca e chegou até mesmo a abandonar uma entrevista no meio, segundo uma reportagem publicada pelo Wall Street Journal em 2011.
Mas, apesar dos estilos diferentes, ele simpatizou com Cook, que se tornou seu homem de confiança. “Trabalhar na Apple jamais constou dos planos que fiz para minha vida, mas sem dúvida alguma foi a melhor decisão que já tomei”, disse Cook, em 2011.g1 > EconomiaRead More


