Tristeza e respaldo: Seabra detalha impacto de críticas de torcedores a volante no ambiente do Coritiba
Coritiba empata com o Vasco com gol no fim da partida
Fernando Seabra usou a entrevista coletiva após o empate por 1 a 1 com o Vasco, no Couto Pereira, para fazer uma defesa enfática de Willian Oliveira. Vaiado por parte da torcida durante o primeiro tempo, o volante recebeu respaldo público do treinador, que destacou o impacto emocional do episódio sobre todo o grupo.
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Segundo Seabra, o momento vivido pelo jogador ultrapassa a questão técnica e atinge diretamente o ambiente interno do elenco.
— As vaias são sentidas pelo vestiário como um todo. Então, a dor que que que o Willian está sentindo é uma dor que todos estão sentindo, porque existe empatia entre pessoas que trabalham em equipe e convivem juntas — afirmou.
Willian Oliveira, volante do Coritiba
JP Pacheco/Coritiba
O treinador ressaltou que o volante vinha fazendo, na avaliação da comissão, uma de suas melhores atuações recentes até o intervalo. Mesmo assim, as manifestações vindas das arquibancadas foram sentidas de forma coletiva.
— Todos os jogadores estão se sentindo extremamente tristes com isso, a comissão técnica também, inclusive eu, porque a gente sabe da pessoa, do caráter, do profissionalismo e do nível de esforço que ele apresenta — destacou Seabra.
Fernando Seabra, treinador do Coritiba
JP Pacheco/Coritiba
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Ao longo da resposta, o treinador repetiu o conceito de unidade como pilar do Coritiba neste início de Série A. Para ele, a reação do time no segundo tempo, quando buscou o empate, foi reflexo direto de um grupo coeso.
— O nosso grupo é uma unidade, o nosso vestiário é uma unidade. A forma como a gente reagiu em um jogo muito difícil é um exemplo disso — revelou o treinador.
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O técnico também reconheceu o papel positivo da maior parte da torcida, que empurrou o time até o fim, mas aproveitou para pedir que a cobrança aconteça após o apito final.
— A gente continua contando com o Willian, ele tem todo o nosso apoio, assim como qualquer outro jogador tem todo o nosso apoio. Qualquer jogador tem o direito de ser cobrado quando não desempenha bem, mas isso precisa acontecer depois que o jogo acabar — disse.
— Enquanto estiver jogando, a gente precisa estar junto e dando moral. Porque todo mundo tem condição de reagir, de responder e de melhorar o seu desempenho e de ajudar a equipe a buscar um resultado maior — completou Seabra.
O Coritiba volta a campo no sábado, às 20h30 (de Brasília), novamente no Couto Pereira, quando recebe o Fluminense em confronto direto pela parte de cima da tabela de classificação da Série A. O ge acompanha em Tempo Real.
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