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Vila Nova será julgado no STJD nesta sexta-feira por confusão e acusação de racismo

Vila Nova será julgado no STJD nesta sexta-feira por confusão e acusação de racismo

Vila Nova vence o Operário-PR em jogo marcado por acusação de injúria racial
O Vila Nova será julgado pela 2ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) nesta sexta-feira em decorrência dos incidentes ocorridos no último sábado (17) após a partida contra o Operário-PR, válida pela 5ª rodada da Série B.
A denúncia da Procuradoria do STJD é baseada em relatos da súmula e imagens que circulam nas redes sociais, podendo render perdas de mando de campo e multa ao Tigre.
Um dos pontos do julgamento envolve a acusação de injúria racial contra o atacante Berto, do Operário-PR. Segundo o relato, o jogador foi alvo de xingamentos e gestos discriminatórios vindos da arquibancada do estádio Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA).
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Berto, atacante do Operário-PR, acusou torcedor do Vila de racismo no OBA
Guilherme Alves/O Popular
Um possível atenuante é que, na ocasião, utilizando seu sistema de reconhecimento facial, o Vila Nova conseguiu identificar o suspeito, que foi encaminhado à Central de Flagrantes, em Goiânia.
Além do torcedor, um ex-presidente do clube, Geso Oliveira, também foi citado em Boletim de Ocorrência relacionado ao tumulto, chegando a passar uma noite detido antes de ser liberado em audiência de custódia.
Além da acusação de injúria racial, o Vila Nova vai responder também pela confusão entre torcedores e jogadores do Operário-PR, que arremessaram objetos e garrafas da arquibancada para o campo – e vice-versa.
Ex-presidente do Vila Nova é preso e liberado após acusação de injúria racial
O presidente do Operário-PR, Álvaro Góes, foi atingido por uma garrafa de isotônico que causou um ferimento no nariz, necessitando de atendimento médico. O objeto foi lançado por Geso Oliveira em resposta a um primeiro arremesso vindo do campo.
O Vila foi enquadrado no artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de “deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir desordens, invasão e lançamento de objetos”.
A pena prevista para esses casos varia de multa (entre R$ 100 e R$ 100 mil) até a perda de mando de campo de uma a dez partidas, caso o STJD considere que os fatos tiveram “elevada gravidade”.
O julgamento acontece no Rio de Janeiro e o resultado pode impactar diretamente o planejamento da equipe na sequência da Série B. Neste momento, o Vila lidera o torneio com 11 pontos. geRead More