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Análise: Atlético-MG ensaia retomada, cria chances, mas esbarra em problemas antigos

Análise: Atlético-MG ensaia retomada, cria chances, mas esbarra em problemas antigos

“Sofrer empate assim é frustrante, não pode acontecer e vem acontecendo”, lamenta Maycon
O Atlético-MG entrou em campo motivado contra o Botafogo. Nos primeiros minutos de jogo, a retomada no Campeonato Brasileiro pareceu certeira. Intensidade, pressão, velocidade. O time utilizou essas armas e criou boas jogadas. Aos poucos, esse ritmo se esvaiu e deu lugar a um duelo travado, que culminou num empate doloroso para os donos da casa.
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A ideia de Domínguez era ir a campo com três zagueiros. Contudo, no aquecimento, Ruan Tressoldi sentiu dores e foi cortado de última hora. Natanael foi o escolhido para a vaga. Lateral direito de origem, ele não ficou avançado pelo corredor. O papel desempenhado foi semelhante ao de um zagueiro – mas longe de uma atuação regular.
Newton em Atlético-MG x Botafogo
Vitor Silva/Botafogo
O Galo começou a todo vapor. Com Bernard pela esquerda, o time fez pressão e conseguiu marcar no primeiro minuto. Mas logo o gol foi anulado por impedimento. A equipe não desistiu e seguiu com bom trabalho em dupla de Cassierra e Alan Minda – este último como segundo atacante.
Não durou muito. O Botafogo conseguiu equilibrar a posse de bola e a partida ficou travada no meio de campo, sem muitas chances para os dois lados. O Atlético voltou a brilhar com Cassierra, o grande destaque da partida. Versátil, o camisa 9 tem se mostrado útil no pivô, na finalização e também na criação de jogadas. Foi ele mesmo que abriu o placar.
Depois, o Atlético se fechou. Foi aí que o calcanhar de Aquiles apareceu. A equipe baixou as linhas e permitiu que o Botafogo buscasse chances. O técnico Eduardo Domínguez não teve bom aproveitamento com as substituições.
Cassierra comemora gol pelo Atlético-MG
Pedro Souza / Atlético
Alexsander, que entrou para fazer a função de Bernard, não foi bem. Pouco criou. Minado pelo posicionamento em campo, o camisa 5 não defendeu, mas tampouco atacou. O Galo ainda conseguiu finalizações com Ivan Román e Cuello, mas não aproveitou.
O Botafogo levou pressão e garantiu o empate em lance de falha individual do lado atleticano. O zagueiro Junior Alonso se preocupou em impedir Barboza de avançar. A bola bateu nas costas do defensor paraguaio e sobrou para Arthur Cabral igualar.
Junior Alonso, do Atlético-MG
Pedro Souza / Atlético
O resultado do Atlético só escancarou um problema antigo. A equipe até começa bem, com propostas de jogo dignas e imprime até mesmo alguma efetividade. Mas não consegue manter. Dessa vez, sucumbiu nos acréscimos.
Próximo da parada da Copa do Mundo, Domínguez parece ter algumas lacunas para trabalhar. A regularidade é uma delas. Sem isso, o Atlético ficará bem longe do objetivo. Atualmente, o time está mais perto da zona de rebaixamento do que do G-5 – a meta traçada para a temporada.
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