Análise: Grêmio é nocauteado pelo Flamengo com choque de realidade e 1 a 0 fica barato
“A diferença de Grêmio e Flamengo hoje é gritante”, analisa Quetelin | A Voz da Torcida
O Grêmio foi dominado e nocauteado pelo Flamengo neste domingo. Passou uma noite com as costas no corner, sem reação. Manteve-se em pé por algum tempo porque Weverton segurou. Se não fosse o goleiro, o 1 a 0 daria lugar a score elástico. Bem mais elástico.
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O Flamengo concluiu 18 vezes a gol. O Grêmio, seis. Três vezes mais. Aos quatro minutos, bola na trave de Weverton. Aos 24, outra. O bombardeio era de dentro da área gremista.
Posse de bola? O Grêmio fechou o jogo com 35%. Em casa, não conseguiu ter o mínimo de controle da partida com exceção dos cinco minutos iniciais do segundo tempo. O Flamengo trocou 417 passes a mais do que o adversário. Mesmo sem nomes como Arrascaeta, Pulgar e Paquetá, os passistas rubro-negros sambaram na Arena.
Eles perderam gols dos primeiros aos últimos minutos. E não é força de expressão. Aos 47 da etapa final, De la Cruz finalizou para fora um contra-ataque mortal. Aos 46, Bruno Henrique chutou sem força nas mãos de Weverton. Aos 42, Luiz Araújo bateu por cima da meta. O Grêmio escapou do pior.
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A derrota para o Flamengo foi chavão doído: choque de realidade. De um lado, um time que briga com o Palmeiras pelo título do Brasileirão. De outro, um clube que luta para se desvencilhar do Z-4.
Frente à frente, 30.891 torcedores viram um embate desigual. E o técnico do Grêmio, que poderia tornar essa desigualdade menor, não conseguiu fazê-lo. Em maio, Luís Castro ainda tenta descobrir qual é o jeito da equipe jogar. A bola da vez é o esquema com três zagueiros, um meia e dois atacantes. O maior problema segue insolúvel: o meio-campo. Os zagueiros estiveram expostos aos ataques flamenguistas, e Gabriel Mec não teve parceria para jogar.
Novamente, a fragilidade do coletivo puxou para baixo as individualidades. Até Amuzu, convocado recentemente por Gana, desapareceu. Flamengo não foi Confiança, Palestino ou Riestra, nem Athletico e Coritiba com um jogador a menos desde o primeiro tempo. Flamengo está em outro patamar. E o Grêmio segue longe dele.
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Roberto Vinicius/AGIF
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