Análise: Márcio Goiano responde à desconfiança e ratifica o Sport como candidato ao acesso
Confira na íntegra entrevista de Márcio Goiano após Juventude 0 x 1 Sport
O Sport é uma equipe ainda com problemas estruturais. Na transição defesa-ataque, nos espaços que deixa na marcação. Não se pode negar. Mas, acima disso, o time rubro-negro é organizado, eficiente e tem mostrado capacidade de resposta sob pressão.
Depois de perder a invencibilidade na Série B, em plena Ilha do Retiro, diante do CRB, há uma semana, o Sport foi para dois jogos fora de casa contra equipes que nunca havia vencido como visitante. E venceu ambos. Um componente dessa engrenagem demolidora de tabus merece destaque: o técnico Márcio Goiano.
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Márcio Goiano, técnico do Sport
Luiz Erbes/AGIF
Alçado ao cargo de comandante da equipe sob desconfiança há pouco mais de um mês, o treinador desenvolve um trabalho sustentado por dois pilares: a capacidade de absorver críticas sem confronto e a resposta em campo, construída por meio de resultados.
Essa tem sido, sobretudo, a marca do Sport sob seu comando. A equipe é competitiva – muitas vezes com perfil copeiro – e, até aqui, tem alcançado seus objetivos.
Em 15 partidas, o Sport de Márcio Goiano soma dez vitórias, três empates e duas derrotas – um aproveitamento de 73,3%. Ainda assim, o último revés, diante do CRB, reacendeu críticas que estavam abafadas pelos resultados — e com razão. Afinal, o time jogou mal e voltou a expor problemas na saída de bola, na transição e na defesa viraram alvos.
A resposta veio de forma imediata. Contra o Fortaleza, na ida da semifinal da Copa do Nordeste, o treinador promoveu uma mudança estrutural: a equipe passou a atuar com três volantes. Se perdeu em criatividade, ganhou consistência na saída de jogo e, sobretudo, no encaixe da marcação.
Iury Castilho, atacante do Sport
Max Peixoto / Sport Cub do Recife.
Além disso, o elenco do Sport também deu respostas. O grupo rubro-negro tem jogadores com alto poder de definição para o nível das competições que o time disputa. Atacantes como Perotti, Barletta e Iury Castilho são capazes de fazer a diferença. E estão, de fato fazendo.
Foi assim que o time quebrou tabus recentes. Primeiro, ao vencer o Fortaleza fora de casa pela Copa do Nordeste – algo inédito no torneio -, com dois gols de Perotti. Depois, ao superar o Juventude em Caxias do Sul pela primeira vez na história, por 1 a 0, com gol de Iury Castilho.
Duas vitórias que reforçam o Sport como uma equipe preparada para brigar até o fim pelo acesso à Primeira Divisão.
Mas, como toda equipe que trabalha sob pressão de forma quase intermitente, o Sport terá pela frente mais um par de jogos que será fundamental para reforçar essa evolução rubro-negra ou para trazer de volta a desconfiança de parte da torcida.
Iury Castilho, atacante do Sport
Max Peixoto / Sport Cub do Recife.
Na quarta-feira, o Sport enfrenta o Fortaleza, na Ilha do Retiro, pelo jogo de volta da Copa do Nordeste, com a vantagem do empate. Vale lembrar que o time cearense desclassificou o Leão nos últimos três duelos no regional: 2020 (quartas de final), 2022 (final) e 2024 (semifinal). Portanto, é um adversário que o torcedor tem há muito atravessado.
E, no sábado seguinte, novamente na Ilha, será a vez do clássico contra o Náutico. Com os mesmos 19 pontos do Leão, o Timbu está à frente do Leão na liderança da Série B pelo número de vitórias (6 x 5).
Serão, portanto, duas provas de fogo para o Sport. A equipe já deu mostras que está pronta. Mas, no futebol, a validação é constante: há de se provar sempre, a cada jogo. Márcio Goiano que o diga…
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