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Análise: Ponte segue com futebol para estar na degola e sem onde se apegar para crer em volta por cima

Análise: Ponte segue com futebol para estar na degola e sem onde se apegar para crer em volta por cima

A rotina do torcedor pontepretano está sendo dura. É mais uma segunda-feira que chega depois de um domingo de atuação ruim e derrota. Desta vez, a Ponte Preta ainda chegou a ter lampejos de rendimento ao abrir uma vantagem de 2 a 0, mas ruiu durante a partida e perdeu por 4 a 2 para o CRB.
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A Macaca segue sem enxergar uma luz no fim do túnel. Ou melhor, parece difícil ver a entrada do poço onde o clube se afunda mais a cada dia que passa.
CRB x Ponte Preta; Série B
Francisco Cedrim
A partida em Maceió foi um capítulo horrendo, assim como a grande maioria dos 19 jogos anteriores que o clube disputou em 2026. A equipe até encaixou a estratégia do contra-ataque na primeira metade do tempo inicial, mas, com o passar dos minutos, tornou-se lenta, sem criatividade e um reflexo do que é fora das quatro linhas: desorganizada.
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A diretoria é a maior culpada? Sim. Afinal, toda crise do extracampo invadiu o vestiário. Os jogadores não recebem os salários, a instabilidade política cresce a cada dia e o fantasma de um novo rebaixamento assombra todo o estádio Moisés Lucarelli.
Mas o futebol pobre da Ponte também passa pela comissão técnica de Rodrigo Santana. São 14 gols sofridos nos últimos quatro jogos. Escalações e alterações que se perdem ao longo das partidas cobram o seu preço na tabela.
CRB x Ponte Preta; Série B
Francisco Cedrim
A defesa não consegue proteger o goleiro Diogo Silva, o ataque não tem confiança para correr atrás do prejuízo e o condicionamento físico – de forma nítida na etapa complementar – facilita a vida dos adversários. O CRB sobrou no segundo tempo em Alagoas, assim como o Londrina já havia sobrado na rodada anterior.
De quem é a culpa?
Na saída do gramado, o capitão Elvis apontou que é injusto perguntar aos jogadores o que deve ser feito neste momento e que o questionamento sobre a crise deve ser direcionado aos dirigentes. Contudo, quem entra em campo também não está isento de responsabilidade.
Eberlin (vice-presidente) e Luiz Torrano (presidente)
Marco Ribolli/Ponte Press
Seja dentro ou fora das quatro linhas, é difícil enxergar que os rumos da Ponte irão mudar. Se o cenário administrativo continuar como está, os resultados esportivos tendem apenas a piorar, por mais doloroso que seja aceitar essa realidade.
A bagunça administrativa, repleta de promessas vazias, contamina o gramado. Entrega, de fato, não falta aos atletas. Mas os placares mostram que não são apenas os salários que estão em falta na Macaca.
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Agora, a comissão técnica tem uma semana para tentar juntar os cacos até a partida contra o Botafogo-SP. O grande problema é que o torcedor não tem a quem se apegar, esgotado pelo sofrimento recente e pelo risco real de amargar o quarto rebaixamento em quatro anos. geRead More