Análise: sem rumo, Ponte vive calvário no qual derrotas deixam de ser surpreendentes
Ponte Preta 1 x 3 Sport | Melhores momentos | 8ª rodada | Brasileirão Série B 2026
A situação da Ponte Preta é tão caótica que a cada início de jogo, por mais que a paixão e a fé insistam em querer acreditar que pode ser diferente ao menos daquela vez, no fundo o torcedor, hoje vivendo em um estado de resignação, já se conforma que um novo resultado negativo está por vir.
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Em meio a um calvário sem fim fora de campo, as derrotas deixaram de ser surpreendentes na triste realidade alvinegra. Como foi contra o Sport, no último sábado, quando a Macaca, jogando em casa, saiu na frente com Danilo Barcelos, mas levou a virada ainda no primeiro tempo, tomou mais um gol na etapa final e perdeu por 3 a 1, pela oitava rodada da Série B.
Ainda que o time tenha começado bem, equilibrando as ações e aproveitando uma descida rápida de Diego Tavares pela direita para sair na frente em cabeçada de Danilo Barcelos, aos 22 minutos, o Sport construiu o resultado sem forçar tanto e sem fazer uma atuação brilhante, tamanha a disparidade de qualidade entre as equipes.
Ponte perde para o Sport e sofre a segunda derrota seguida na Série B
Marcos Ribolli/ PontePress
A Ponte entrou em campo com quatro mudanças em relação à derrota por 3 a 0 para o São Bernardo, com as presenças de Lucas Justen, Weverton, Danilo Barcelos e David da Hora nos lugares de Thalys (opção), Lucas Cunha (opção), Murilo Cavalcante (lesão) e Pottker (lesão), respectivamente.
O sistema também foi alterado para o 3-4-3, com Danilo Barcelos fazendo uma espécie de terceiro zagueiro. A ideia funcionou até o Sport conseguir envolver a defesa em uma linda troca de passes que terminou com o gol de Felipinho aos 30 minutos, igualando o placar.
A Ponte desmoronou de vez quando Danilo Barcelos escorregou dentro da área e tocou com o braço ao tentar cortar um cruzamento. A arbitragem, após chamada no VAR, marcou pênalti, e Chrystian Barletta colocou o Sport em vantagem nos acréscimos do primeiro tempo.
Já na volta para o segundo tempo, a eficiência fez a diferença. David da Hora teve uma chance clara de empatar, mas desperdiçou. Enquanto isso, do outro lado, Perotti aproveitou mais uma boa trama ofensiva do Sport para ampliar, aos 13 minutos.
David da Hora teve chance clara para empatar para a Ponte
Marcos Ribolli/ PontePress
É como se o jogo praticamente tivesse acabado ali. Como esperar que um grupo machucado pelos problemas extracampo, com atrasos salariais, tenha forças para reagir? O fator emocional pesa nesse momento, além das limitações técnicas e táticas – mas que ficam em segundo plano em relação às outras dificuldades vividas pela Ponte.
Nem mesmo a expulsão de Marcelo Ajul aos 22 minutos – pelo segundo cartão amarelo – foi suficiente para mudar o cenário do jogo. A Ponte chegou a marcar aos 37 minutos em lance confuso na área, após bate e rebate, mas a arbitragem anulou após revisão no VAR por falta no goleiro Thiago Couto durante a disputa.
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De novo, a exemplo do que já tinha acontecido contra o São Bernardo, a Ponte foi presa fácil para um adversário que está estágios à frente, deixando evidente que o campeonato da Macaca é outro.
Enquanto o Sport é o único invicto da Série B, por exemplo, e dormiu na liderança, com 16 pontos, a Ponte, com a segunda derrota seguida, voltou à zona de rebaixamento e tem apenas sete pontos em 24 possíveis.
Diante do cenário, o próximo compromisso passa a ser fundamental para o time na competição, contra o Londrina, vice-lanterna, novamente em casa, no dia 18 de maio (segunda-feira). Mas antes de superar um concorrente direto, a Ponte precisa vencer questões internas que acabaram por normalizar derrotas – dentro e principalmente fora das quatro linhas.
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A declaração de Bryan Borges na saída de campo é sintomática nesse sentido quando questionado sobre o que falta para a Ponte sair da atual situação:
– Difícil falar nesse momento, com a cabeça quente (…) A única saída é trabalhar cada vez mais para sair dessa situação. Difícil falar (o que falta). Acho que a diretoria abraçar mais, e a gente vai sair dessa – afirmou à Rádio Bandeirantes, de Campinas.
Foi praticamente um pedido de socorro para que o lado humano seja colocado como prioridade nessa crise sem fim da Ponte e que as cobranças sejam direcionadas a quem realmente merece. geRead More


