Análise: três acertos e um ponto de atenção da vitória do Grêmio sobre o Deportivo Riestra
O Grêmio melhorou em relação a si na vitória sobre o Deportivo Riestra, nesta terça-feira. No primeiro turno da fase de grupos da Sul-Americana, sofreu diante dos adversários. Desta vez, construiu placar sólido de 3 a 0 e interrompeu a incômoda sequência de 104 dias e 13 jogos sem vencer fora de casa. De lambuja, passou a depender das próprias forças para garantir vaga direta às oitavas de final.
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O resultado em Buenos Aires teve três pontos positivos e deixou um de atenção para o próximo confronto, contra o Flamengo. Primeiro, os acertos.
O esquema com três zagueiros. Luís Castro rebateu quem o criticava por jogar apenas de uma forma – com três atacantes, dois deles pontas – e, pelo segundo jogo consecutivo, teve cinco jogadores no meio e somente dois na frente.
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Outro acerto, viabilizado pelo novo modelo de jogo, é a não utilização de Tetê, em má fase. O Grêmio diminuiu a necessidade de atacantes de lado. Assim, ficou mais fácil preservá-lo. Sequer entrou em campo no Nuevo Gasómetro.
Depois desta vitória, o ambiente distensionou, e Tetê pode voltar a receber chances, aos poucos. Contudo, igualmente bancário contra o Riestra, Enamorado deve seguir à frente na fila de oportunidades.
Também funcionou na Argentina o ataque de Amuzu e Carlos Vinicius com Gabriel Mec por trás. O trio demonstrou entrosamento crescente. O belga sofreu o pênalti do primeiro gol e marcou o segundo.
As 10 faltas recebidas não foram o bastante para conter Mec, que fez jogo maduro e de habilidade. O centroavante, por sua vez, conseguiu ser mais participativo fora da área.
Gabriel Mec ora em campo após vitória do Grêmio no Nuevo Gasómetro
EFE/ Juan Ignacio Roncoroni
Luís Castro foi bem ao usar três zagueiros e mexeu bem na segunda etapa, com o ingresso de Braithwaite e Tiaguinho. Mas cometeu um erro na escalação inicial. Willian não funcionou como segundo homem de meio-campo, ao lado de Pérez, único volante da formação que começou a partida.
Os zagueiros ficaram expostos, e Willian contribuiu pouco com o ataque. A bola passou pouco pelo setor. Faltou intensidade para o meia atuar recuado. Essa opção foi temerária mesmo contra o Riestra, que conseguiu 10 finalizações e obrigou Weverton a duas intervenções importantes.
Mesmo com Arthur fora por lesão, é impensável para o atual Grêmio iniciar com apenas um volante, especialmente em jogos de maior porte, a exemplo do Flamengo no domingo, na Arena. É melhor escolher dois volantes, ao menos para o início da partida.
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