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Atlético-MG mostra sinais de recuperação no clássico contra o Cruzeiro

Atlético-MG mostra sinais de recuperação no clássico contra o Cruzeiro

O Atlético-MG não está vivendo temporada linear nas competições que disputa. Após a troca de comando técnico para Eduardo Domínguez, foi somente nesta rodada do Brasileirão que o time deu mostras de recuperação.
No Campeonato Brasileiro 2026 vinha se aproximando perigosamente da zona de rebaixamento. Nesta rodada, a vitória no clássico contra o Cruzeiro aliviou a pressão, pois subiu quatro posições na tabela de classificação e se afastou do Z4, estando agora na décima primeira colocação.
Na Copa do Brasil, está disputando a quinta fase da competição, tendo vantagem de uma vitória sobre o Ceará para se classificar para a fase de oitavas de final. No jogo de volta, pode empatar sem gols e se classificar. Se perder pelo mesmo placar de 2 a 1, a classificação será decidida nas cobranças de pênaltis.
Já, na Copa Sul-Americana 2026 está em situação complicada, pois ocupa o quarto lugar de sua chave. Tem ainda três rodadas para melhorar sua posição, considerando-se que nesta competição só se classifica, de forma direta, o primeiro colocado de cada grupo.
Vejo o Atlético-MG com grande instabilidade coletiva, apesar do elevado potencial técnico que possui em seu elenco. Nos últimos anos, fazendo trocas sucessivas no seu comando técnico, teve temporada mais relevante em 2024, sob o comando de Gabriel Milito, na qual foi campeão mineiro e vice-campeão da Libertadores e da Copa do Brasil.
Acredito que a falta de convicção nas linhas de trabalho dos treinadores tem impactado o desenvolvimento do desempenho tático da equipe e gerado resultados aquém da grandeza do clube. Gabriel Milito trabalhava com conceitos voltados ao futebol moderno e foi substituído por Cuca, que é mais conservador. Na sequência veio Jorge Sampaoli, que utiliza uma mistura de conceitos modernos, mas é rígido quanto a valorização da posse de bola, mesclando intensidade e verticalidade.
Já, Eduardo Domínguez é mais pragmático e praticamente uma antítese de Sampaoli. No Estudiantes de la Plata, seu último trabalho antes de vir para o Galo, montou um time sólido defensivamente, procurando utilizar contra-ataques para ser intenso no terço ofensivo.
No Atlético-MG ainda não conseguiu implantar essa solidez com a mesma eficácia, mas já dá mostras de evolução para uma equipe mais objetiva, direta e vertical. No jogo contra o Cruzeiro, pelo Brasileirão, o Atlético-MG chegou à vitória estando totalmente focado. Foi dominante em diversos momentos da partida, mesmo sem ter a posse de bola e a excelente marcação que exerceu no setor de meio-campo não permitiu que o Cruzeiro conseguisse assumir o protagonismo tático do jogo.
O estilo que exige muita força física não consegue se manter eficiente por longos períodos, principalmente se a equipe não estiver mentalmente preparada, além de fragilizar o elenco, que fica mais exposto a lesões por estafa, considerando o calendário insano que o futebol nacional possui. Desta forma, jogadores de qualidade que não se enquadram neste estilo objetivo e letal, estão sendo pouco utilizados, como os meios-campistas Gustavo Scarpa e Igor Gomes.
Acredito que o elenco do Atlético-MG tem capacidade de ser produtivo utilizando a posse de bola para envolver o adversário, portanto um estilo híbrido seria solução mais viável.
Recentemente o Atlético-MG sofreu duas grandes perdas que ainda poderão impactar o clube. Um de seus líderes em campo, o atacante Hulk, está se transferindo para o Fluminense, após passagem mega vitoriosa pelo clube mineiro. Outra grande perda é a saída de Rafael Menin, da gestão da SAF, que administra o clube.
Mas, por enquanto a vitória no clássico pode ser capaz de mudar o cenário e significar o início de uma arrancada do Galo rumo a um melhor momento na temporada. geRead More