Campeão pelo Cruzeiro, Roberto Gaúcho busca reerguer time centenário no interior de Minas
Roberto Gaúcho assume Formiga e tenta reerguer o clube
Com a experiência de quem levantou a Taça Libertadores pelo Cruzeiro em 1997 e acumulou 19 títulos, Roberto Gaúcho está prestes a começar uma nova fase na carreira. Há pouco menos de um mês, o ex-jogador aceitou o convite de ser o novo comandante do projeto de base do Formiga.
O treinador, que marcou época na Cruzeiro e defendeu camisas de peso como Grêmio, Vasco e Vitória, chegou à cidade do Centro-Oeste mineiro com a missão de liderar o sub-20 no Módulo II do Estadual. A estreia será nesta sexta, às 19h, contra o Serranense, na cidade de Crucilândia.
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Com passagens por grandes times, Roberto Gaúcho assume sub-20 do Formiga
Reprodução/Formiga EC
O novo desafio de Roberto Gaúcho representa também um novo capítulo para o Formiga, agremiação fundada em 7 de maio de 1929.
O técnico vê no projeto do sub-20 o alicerce para o retorno do time profissional, planejado para o ano que vem. A última participação profissional foi no Mineiro do Módulo II em 2016. Atualmente, o elenco conta com 25 atletas. O treinador admite que ainda faltam peças para preencher algumas posições no campo.
— Não são mais só 11 jogadores. Hoje, tu tem que olhar para trás e o jogador que está no banco tem que ser a solução para o treinador. Na quarta ou quinta rodada, eu creio que a gente vai ter o time que a gente gostaria de ter em campo, vai ter um banco forte — analisou.
Elenco tem 25 atletas e clube ainda busca novas peças para disputa do Módulo II do Sub-20
Reprodução/Formiga EC
O Formiga aposta na revitalização do Estádio Juca Pedro para revelar atletas e voltar a figurar entre os grandes do futebol de Minas Gerais. No ano passado, a disputa do sub-20 foi realizada em Ibirité, cidade há quase 200 quilômetros de distância.
Com a reforma e adequações solicitadas pelo Corpo de Bombeiros, o Juca Pedro recebeu investimentos de cerca de R$ 300 mil reais. Melhorias que foram fundamentais para o aceite do convite por parte do treinador.
— Tem tudo que um clube precisa, e a cidade ama futebol, adora futebol, trata super bem toda a comissão técnica — acrescentou Roberto.
“Humildade, trabalho e caráter”
Ao explicar sua filosofia de trabalho, Gaúcho remete aos ensinamentos de lendas que o treinaram, como Ênio Andrade, Zagallo e Telê Santana.
— A metodologia que eu aprendi no futebol está em três coisas: humildade, trabalho e caráter. Se você não tiver isso, você não chega a lugar nenhum — revelou o técnico.
Ele enfatiza que, embora a técnica fosse o diferencial em sua época, o jogo atual demanda mais do físico.
— Hoje futebol 70% é condicionamento físico, na minha época era mais técnica. Então hoje tem que se alimentar bem, tem que dormir cedo, tem que treinar — ponderou.
Com 97 anos, clube tenta retomar atividades profissionais; última participação foi em 2016
Reprodução/Formiga EC
A receptividade em Formiga tem sido um combustível para a comissão técnica, que costuma circular pela cidade e interagir com os torcedores locais. Para ele, o carinho recebido, especialmente por ser ídolo de um clube com grande torcida no interior, é o reconhecimento de sua carreira.
— Isso aí é uma história, é um legado que eu deixei na torcida do Cruzeiro, por muitos títulos. Em Formiga também está sendo assim — analisou.
A identificação com as cores do Formiga — azul e branco — também tocou o lado pessoal do treinador, remetendo ao Grêmio, onde surgiu para o mundo, e ao próprio Cruzeiro. Durante a entrevista, entretanto, o treinador vestia uma camisa preta e branca.
— Só a camisa que é preta e branca, mas eu sou azul e branco de Formiga agora! — concluiu.
Os jogos em Formiga terão a presença do torcedor mediante a troca por 1 quilo de alimento não perecível. geRead More


