Clube do RJ pede ao Ministério do Esporte para ser excluído de casas de aposta; entenda
Secretário Nacional de Apostas fala sobre atuação do crime em manipulação no esporte
O Barra Mansa emitiu uma nota, nesta sexta-feira, afirmando ter encaminhado à Secretaria Nacional de Apostas Esportivas de Desenvolvimento Econômico do Esporte (SNAEDE) uma solicitação formal para que as partidas da equipe não sejam incluídas em plataformas de apostas esportivas. O clube disputa a Série C do Campeonato Carioca, a quinta divisão do futebol do Rio de Janeiro, em 2026.
Na manifestação, o Barra Mansa alega “uso indevido da marca, nome e demais elementos institucionais do clube por empresas do setor, sem qualquer tipo de autorização”. Além disso, argumenta que “as competições das quais participa não possuem qualquer incentivo, patrocínio ou vínculo com casas de apostas, não havendo justificativa para a inclusão de suas partidas nessas plataformas”
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Barra Mansa FC
Arquivo BMFC
O posicionamento continua, afirmando que a presença em plataformas de apostas não gera benefício direto ao clube e “pode trazer prejuízos à sua imagem, aos seus atletas e profissionais”. O ge entrou em contato com o Ministério do Esporte, mas, até o momento da publicação desta reportagem, não obteve resposta.
Confira a nota do Barra Mansa Futebol Clube na íntegra abaixo:
NOTA OFICIAL
O Barra Mansa Futebol Clube informa que encaminhou à Secretaria Nacional de Apostas Esportivas de Desenvolvimento Econômico do Esporte (SNAEDE) uma solicitação formal para que nenhuma de suas partidas seja incluída em plataformas de apostas esportivas.
A medida foi adotada após a identificação de uso indevido da marca, nome e demais elementos institucionais do clube por empresas do setor, sem qualquer tipo de autorização.
O clube ressalta que as competições das quais participa não possuem qualquer incentivo, patrocínio ou vínculo com casas de apostas, não havendo justificativa para a inclusão de suas partidas nessas plataformas. Além disso, tal exposição não gera qualquer benefício direto ao clube, ao contrário, pode trazer prejuízos à sua imagem, aos seus atletas e profissionais.
No ofício, também foi requerida a retirada imediata de qualquer vinculação existente, bem como a adoção de providências junto aos operadores para evitar novas ocorrências.
O Barra Mansa FC reforça seu compromisso com a ética, a transparência e a integridade esportiva. Destaca, ainda, que a solicitação realizada não garante, por si só, o cumprimento por parte das plataformas, mas representa uma medida institucional necessária para resguardar seus direitos e sua imagem.
Polêmica recente
Em 2025, o Barra Mansa esteve no centro de uma polêmica envolvendo suspeita de manipulação de apostas. O clube chegou a ser rebaixado para a quinta divisão depois de ser suspenso pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FFERJ), por suspeita de manipulação de resultados na Série B2, equivalente à quarta divisão.
7 de Abril x Barra Mansa | Série B2 do Carioca 2025
Reprodução/Cariocao TV
Em outubro, a FFERJ anunciou o afastamento do Barra Mansa da Série B2 do Campeonato Carioca, por suspeitas levantadas em uma partida entre Paraty e Barra Mansa, que terminou com vitória de Paraty por 2 a 1. Na ocasião, a federação indicou a existência de “provas claras e contundente de que o curso ou resultado da partida foi alterado ou falseado ilegalmente com o objetivo de obter ganhos patrimoniais ilícitos”.
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Em fevereiro de 2026, um gestor do Barra Mansa, supostamente envolvido nesse caso, foi suspenso por 360 dias, além de receber um multa de 50 mil reais pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro, como punição pela partida contra o Paraty.
Grande repercussão em 2017
O caso de 2025 não foi a primeira vez em que o Barra Mansa esteve no centro de uma polêmica sobre manipulação de resultados. Em 2017, um caso foi descoberto, quando o clube disputava a segunda divisão do estadual e, no meio da competição, um dirigente teria reunido jogadores no escritório para entregar o resultado combinado.
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Segundo as investigações do episódio, na prática, dirigentes teriam tentado combinar que o time do Barra Mansa perderia por quatro gols de diferença, mas os jogadores não aceitaram e empataram a partida com o Audax em 1 a 1, pela Série B1 do Carioca, que era equivalente à segunda divisão.
Na época, o Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro julgou e puniu dois dirigentes com multa de R$ 70 mil e eliminação. As investigações começaram depois de uma reportagem feita pelo Esporte Espetacular.
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