Com críticas a Textor e Durcesio, Eagle pede que Justiça devolva seu direito de voto na SAF Botafogo
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A Eagle Bidco (administrada pela Cork Gully) protocolou na última segunda-feira uma petição na Justiça do Rio de Janeiro na qual tenta recuperar os direitos de voto na SAF do Botafogo. No texto, os advogados da empresa afirmam que John Textor mantém influência na SAF mesmo após ser afastado pelo Tribunal Arbitral da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
No documento enviado à 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, a Eagle argumenta que a competência para resolver a briga entre os sócios é exclusiva do Tribunal Arbitral. Segundo a holding, a SAF Botafogo utiliza a estratégia de “instaurar, artificialmente, um conflito de jurisdição, com o objetivo de desafiar a autoridade do Tribunal Arbitral e frustrar a eficácia de suas decisões”.
Parte do documento da Eagle
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Além disso, a Eagle critica a escolha de Durcesio Mello como novo diretor da SAF Botafogo e pede sua destituição do cargo. A indicação do ex-presidente é chamada de “ilícita”. A empresa afirma que John Textor continua mandando no clube e cita a viagem do americano para Brasília para assistir ao confronto com o Internacional, já depois do afastamento determinado pelo Arbitral da FGV.
“O Sr. Textor, diante de seu afastamento, simplesmente indicou o Sr. Durcesio, à revelia dos acionistas, por um método desconhecido, como se o Sr. Textor fosse o controlador da SAF Botafogo, aproveitando-se do fato de que todos os outros conselheiros foram indicados pelo próprio Sr. Textor. Tudo isso ocorreu com a complacência absoluta da SAF Botafogo, ora Requerente. O Sr. Textor continua mantido nos negócios da SAF Botafogo e chegou, pasme-se, a viajar com a diretoria e o elenco para jogos do Campeonato Brasileiro. Há notícias que indicam, ainda, que o Sr. Durcesio já está realizando compra e venda de jogadores planejadas pelo Sr. Textor à revelia da Eagle Bidco”, diz uma parte do documento.
No texto, a Eagle afirma que Textor aplicou “golpe travestido de salvação” e trata a situação como “urgência fabricada” através de um “manifesto terrorista infundado”. Além disso, a Eagle argumenta que Textor coloca as ações da Eagle como garantia sem a autorização do grupo.
Parte do documento da Eagle
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A Eagle pede que o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro seja considerado incompetente para julgar matérias societárias da SAF do Botafogo. Assim, deseja a extinção da ação. O pedido será avaliado pela 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro nos próximos dias.
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