David Braz puxa saídas da Ponte após reunião tensa sobre salários atrasados
Sem receber salários, funcionários da Ponte Preta relatam dificuldades
Uma reunião tensa entre a diretoria e o elenco da Ponte Preta nesta quinta-feira explodiu de vez a crise no Estádio Moisés Lucarelli. A conversa foi marcada por cobranças e bate-boca.
Lideranças do grupo de jogadores manifestaram insatisfação com os salários atrasados e com os prazos não cumpridos pela diretoria executiva. A reportagem do ge entrou em contato com a assessoria de imprensa do clube, mas não teve uma posição oficial sobre o assunto até o momento.
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O zagueiro David Braz, de 39 anos, funcionou como um dos porta-vozes do elenco. Incomodado com a postura dos dirigentes no dia a dia e com a falta de perspectiva financeira, o defensor manifestou o desejo de deixar o clube e pediu o desligamento imediato.
David Braz em ação pela Ponte
Diogo Reis
Com passagens por Santos, Flamengo, Grêmio, Fluminense e Palmeiras, entre outros clubes, David Braz contabiliza 12 jogos nesta temporada e tinha vínculo válido até 30 de novembro de 2026. Os responsáveis pelo departamento de futebol tentaram convencer o zagueiro a permanecer, mas não obtiveram sucesso. Em reta final de carreira, o atleta discute a rescisão antecipada do contrato.
A saída do experiente defensor não é a única no Moisés Lucarelli. O volante uruguaio Rodrigo Saravia também optou por deixar o clube diante do cenário financeiro.
Saravia encerra a sua passagem por Campinas com apenas quatro partidas disputadas na Série B. A debandada de jogadores pode se estender a outros nomes do plantel nos próximos dias.
O clima da reunião ficou ainda mais pesado devido a um desentendimento entre Bryan Borges e o vice-presidente e diretor de futebol, Marco Antônio Eberlin.
Reunião de Eberlin com elenco é marcada por cobranças e bate-boca
PontePress
Bryan Borges, artilheiro do time na temporada, com três gols, cobrou o dirigente de forma enfática sobre a quantidade de prazos expirados para a quitação das pendências financeiras. A cobrança gerou um forte bate-boca no vestiário e desagradou o comando do departamento de futebol, que decidiu pelo afastamento de Bryan por tempo indeterminado.
A Ponte atravessa grave crise financeira, com recorrentes atrasos salariais que atingem jogadores e funcionários desde meados de 2025.
As pendências variam dentro do elenco (e também no clube como um todo), uma vez que existem dívidas com remanescentes do ano passado e também com atletas que chegaram em 2026. Há também casos de jogadores que estão emprestados e recebem do clube de origem.
O executivo de futebol da Ponte, João Brigatti, disse que está no “mesmo barco” dos atletas e que não recebe há mais de 11 meses.
Existia a expectativa do pagamento de uma folha na semana passada, mas não aconteceu. Em entrevista recente à EPTV, afiliada da Rede Globo, o diretor jurídico da Ponte, José Henrique Specie, afirmou que a diretoria executiva pretende resolver as pendências com o elenco até o fim de maio.
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Por duas vezes o elenco decidiu não concentrar antes de jogos da Série B do Brasileiro em protesto às pendências – a última delas foi na goleada sofrida por 4 a 1 para o Londrina, na segunda-feira, no Estádio Moisés Lucarelli. A falta de pagamentos também gerou ao clube um transfer ban na CNRD e outro na Fifa.
Ponte Preta é goleada pelo Londrina dentro do Majestoso
É nesse ambiente que a Ponte se prepara para o próximo compromisso pela Série B, contra o CRB, no domingo, às 16h30 (de Brasília), em Maceió. Na vice-lanterna da competição, a Macaca tem apenas sete pontos em 27 possíveis e amarga três derrotas consecutivas. geRead More


