Diniz elogia atuação contra Peñarol e diz: “Muita gente falava que eu tinha a cara do Corinthians”
Veja a entrevista coletiva de Fernando Diniz após Corinthians 2 x 0 Peñarol
Sete jogos, invencibilidade e campanha 100% na Conmebol Libertadores. O início animador de Fernando Diniz no Corinthians foi confirmado na noite de quinta-feira com a vitória por 2 a 0 sobre o Peñarol, na Neo Química, em partida que terminou com aplausos dos torcedores.
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A relação entre público e o treinador, aliás, tem se destacado desde o início de trabalho. Cria da Zona Leste de São Paulo, Diniz nunca escondeu a identificação com o clube e exaltou a relação ao celebrar os melhores 45 minutos do time sob o seu comando.
– Eu e a torcida de uma certa maneira, daquilo que sou como ser humano, tem uma identificação muito clara. Muita gente me falava que tinha a cara do Corinthians. Está sendo maravilhoso, fantástico. Eu me sinto muito pleno, muito feliz. Desde o dia que fui anunciado. Foi uma preparação constante… O Corinthians é algo muito gigantesco – disse.
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Jhony Inácio/ge
– Sei da responsabilidade e do tamanho. Me sinto muito feliz aqui, muito feliz. Eu acho que é uma coisa que tem muita ligação. Um grupo e uma diretoria da mesma forma. É um trabalho de muitas mãos, não quero fazer as coisas sozinho. Gosto de ter muita ajuda. Tem muita gente boa, no departamento médico, performance… Estamos somando muitas forças – destacou.
A satisfação do treinador vem pela soma dos resultados neste início de trabalho. São cinco vitórias e dois empates em sete partidas no comando do Corinthians.
Na Libertadores, três partidas, três vitórias e classificação encaminhada para as oitavas de final, com ainda um turno por jogar na fase de grupos. O tempo de trabalho é curto, mas Diniz enxerga evolução.
– Primeiro tempo foi muito bom, o melhor tempo desde que estou aqui. Em termos de intensidade, marcação… O segundo tempo, na verdade, existe uma acomodação que temos que lutar contra. No segundo tempo poderíamos ter acelerado mais, buscar mais o gol adversário – comentou.
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– Temos jogo daqui dois dias e depois viagem com jogo na altitude. Talvez na inconsciência acaba diminuindo o ritmo. Mesmo controlando o jogo, acho que poderíamos acelerar para buscar o terceiro e quarto gol – acrescentou Diniz.
O Corinthians tem seis gols marcados e nenhum sofrido na Libertadores. Os números deixam o Timão com a melhor campanha até aqui na competição.
Antes de pensar no jogo da altitude contra o Independiente Santa Fé, marcado para quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), na Colômbia, Fernando Diniz se concentra para encarar o Mirassol no domingo, às 20h30, fora de casa.
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Trabalho defensivo com sete jogos sem tomar gols
– O trabalho defensivo começa com Garro e Yuri e, às vezes, até termina com os dois. Isso faz com que o time jogue de maneira segura. Isso facilita com que o Garro fique conectado com o time. É um jogador especial, talento diferente, jogador à moda antiga, camisa 10 como tem poucos no futebol mundial.
Gustavo Henrique
– Gustavo Henrique é outro que é um prazer trabalhar com ele. Se tivesse vindo antes para o futebol brasileiro, ele teria chance de jogar a Copa do Mundo. No período que estou aqui, ele está sendo fundamental no ataque e na defesa, mas principalmente na parte da liderança. Tem um nível de inteligência bem acima da média. É muito bom contar com jogador dessa qualidade e integridade de caráter.
Breno Bidon
– Hoje ele joga em todo lugar do campo. Tem uma característica um pouco parecida com a do Gabriel Sara (com quem Diniz trabalhou no São Paulo). Quando ele joga aberto, não joga de ponta. Ele joga flutuando, não muda muito o que ele faz com a bola. Muda mais o aspecto defensivo, se vai marcar mais por dentro, subir o funil ou subir a marcação. Tem um entendimento muito fácil do jogo, é um dos jogadores mais inteligentes do futebol brasileiro na minha opinião.
Regularidade do time
– Jogar com raça e vontade é quase que uma obrigação em um ato de humildade e inteligência. Temos um espelho no Corinthians que é a torcida, que joga o tempo todo com o time. O time e a torcida estão fazendo uma conexão cada vez mais forte, e é a maior arma, se conectar cada vez mais com o torcedor.
– Não vai faltar vontade. Priorizo isso, não faltar vontade. Pode faltar tudo, menos vontade. Não dá para ajustar a falta de vontade. O meu trabalho morre quando tem falta de vontade. E a marcação é uma das armas que a gente tem. Ser solidário para marcar e ter alegria e coragem com a bola nos pés.
Quando Memphis volta?
– Eu não vou falar de projeção, mas ele está cada vez melhor. Temos que ter cuidado e prudência. Ele está se dedicando todos os dias, dois períodos de tratamento. Toda hora participa, é uma liderança importante para nós. Tem que voltar com saúde física e preparado para aguentar os jogos.
Raniele e a versatilidade de jogar na lateral
– Em relação ao Raniele, ele é muito identificado com o Corinthians, não se nega a fazer nada. Ele é um zagueiro de origem, aqui também de jogou de zagueiro e volante. Ele se adapta muito rapidamente. Ele é um jogador que tem a qualidade pouco ressaltada, tem bom passe, bom cabeceio e boa recepção.
– É um jogador de origem de zagueiro. Quando ele está de frente para o jogo dificilmente erra passe, comigo joga cada vez melhor. Está muito confiante. Bom ver como ele está jogando.
Evolução de Rodrigo Garro
– Jogador não é só músculo e osso. Ele teve um problema pessoal tempo atrás, ninguém é de ferro. Uma das coisas que esteja colaborando é que eu tive uma aproximação muito fácil com o Garro, de procurar entender o que ele pensa, da origem dele na Argentina.
– O jogador quando é tratado de forma mais próxima fica mais solto e mais feliz. É um jogador que enxerga muito fácil o jogo, tem técnica refinada e senso de coletividade alta. Se às vezes não jogava, não era por conta da personalidade dele. A personalidade dele gosta da coletividade dele, estamos acendendo essa chama dele jogar perto dos jogadores com ou sem a bola.
Matheuzinho e Matheus Bidu
– É uma dupla de laterais que poucos times possuem no futebol brasileiro, e poderiam estar na seleção brasileira. É uma alternativa eles jogarem por dentro, pois eles têm disposição técnica e física para fazer. Hoje facilitou quando o Bidu entrou nas costas dos volantes para confundir a marcação. Acho que no jogo de hoje tivemos um repertório bem interessante, principalmente no primeiro tempo.
Campanha na Libertadores
– Não acho que é tranquilo, é muito trabalho. Os jogadores estão se empenhando ao máximo. Vamos jogar em Mirassol, fizemos uma logística que talvez pudesse dar um ruído. Em outros clubes, eu acho que daria. No sábado a gente se apresenta, vamos para Mirassol e vão voltar para casa só na quinta-feira.
– Achei melhor para todo mundo dormir no CT. E isso não teve argumentação. É um tipo de compromisso que eles têm que faz a coisa dar certo no Brasileiro e na Libertadores também.
Yuri Alberto
– Yuri é um dos jogadores que eu tinha muita gana de trabalhar junto, ele representa muita coisa do que penso do futebol e da vida. Ele é exatamente aquilo que eu imaginava, é uma pessoa diferente. Estamos ganhando jogos mesmo sem ele fazer gol, e uma das coisas mais importantes é ele estar no time.
– Ele não desiste, trabalha, é solidário e corajoso. Um jogador e uma pessoa muito especial. É uma honra trabalhar com Yuri Alberto. Esse é um jogador que merece muitas coisas e aqui ele já ajudou a conquistar muitas coisas. Tem muito merecimento, é muito bom trabalhar com esse cara.
Diniz e Corinthians
– Existe uma comunidade muito competente no CT. Uma facilidade de comunicação com pessoal da cozinha e segurança, que tem a cara do Corinthians e muito a minha cara também. Gosto que as pessoas participem e se sintam parte do que estamos fazendo. Às vezes é um “bom dia”, um “boa tarde”, um sorriso que faz muita diferença. Os jogadores também gostam. Isso tudo faz o Corinthians ficar mais forte.
“Pilha” no segundo tempo
– Sou um cara exigente. Poderíamos ter acelerado o jogo no segundo tempo, eu acho isso, mas está ok. É o meu jeito. Esse caminho a gente vai errando e acertando, mas é um desejo de fazer o melhor o tempo todo.
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