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Diretor investigado em caso de empresa de segurança irregular no Corinthians renuncia ao cargo

Diretor investigado em caso de empresa de segurança irregular no Corinthians renuncia ao cargo

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O diretor administrativo do Corinthians, Fábio Soares, renunciou ao cargo. Ele está envolvido na contratação de uma empresa de segurança supostamente irregular, que motivou a abertura de uma investigação criminal pelo Ministério Público.
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Em resposta à revelação do caso, o presidente Osmar Stabile havia dito ao ge que planejava afastar Fábio e que, como alternativa, o próprio diretor poderia pedir demissão.
Fábio é citado como o autor da ordem para que Fernando José da Silva, que se apresenta como gerente operacional no clube, abrisse uma empresa para viabilizar o pagamento de novos profissionais de segurança contratados.
O Corinthians pagou R$ 676 mil a essa empresa, a Mega Assessoria Operacional Ltda, que não tinha autorização da Polícia Federal para prestar serviço de segurança privada, nem contrato assinado com o clube.
Depois de dizer ao site Sport Insider que Fábio havia o orientado a abrir a empresa, Fernando mudou a versão e disse que a ordem partiu de Stabile.
O presidente corintiano nega e alega que não sabia das irregularidades na contratação. Ele admitiu, porém, que houve erro administrativo no caso e, por isso, queria o afastamento do diretor enquanto durarem as investigações do MP.
Fábio apresentou uma carta de demissão na última sexta-feira ao presidente do Corinthians.
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Fábio Soares, ex-diretor administrativo do Corinthians
Divulgação
Investigação do Ministério Público
O promotor Cássio Conserino, que investiga ex-presidentes do Corinthians, abriu procedimento investigatório criminal para apurar possíveis irregularidades na contratação da empresa criada em nome de Fernando.
— As notas fiscais tornadas públicas são sequenciais, números 01, 02 e 03; demonstram, em pelo menos numa delas, o mesmo pagador e tomador de serviço; e podem gerar a ideia de retorno de dinheiro sacado, mormente porque é prática cotidiana no SCCP o adiantamento de valores em espécie ou o reembolso de valores através de notas fiscais frias — escreveu o representante do Ministério Público em um dos trechos da portaria de abertura de investigação.
Ele destacou ainda que o endereço registrado como sede da Mega possui uma fachada de uma residência comum, em São Paulo.
Segundo o promotor, a investigação irá apurar as possibilidades de furto de valores, falsidade ideológica, crimes tributários, entre outras irregularidades.
Fábio e Fernando são os dois primeiros citados na investigação do MP. Eles devem prestar depoimento no próximo dia 26.
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José Edgar de Matos
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