Dólar inicia o dia de olho na queda do petróleo e em encontro Lula-Trump
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar iniciou a sessão desta quinta-feira (7) em queda, recuando 0,39% na abertura, cotado a R$ 4,9014. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça
▶️ Os preços do petróleo caem diante da expectativa de um possível acordo entre Estados Unidos e Irã, o que poderia permitir a retomada gradual da circulação de navios no Estreito de Ormuz. Por volta das 8h40 (horário de Brasília), o barril do Brent recuava 2,12%, para US$ 99,12, enquanto o WTI caía 2,26%, para US$ 93,01.
▶️ A queda do petróleo ganhou força após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, afirmando que o Irã estaria disposto a negociar. Segundo ele, o país está “indo muito bem” no conflito e “tudo está ocorrendo sem problemas”.
▶️ Ainda nos EUA, Trump recebe nesta quinta-feira o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, às 12h (horário de Brasília). Os dois devem discutir temas ligados à economia e à segurança.
▶️ No Brasil, a Polícia Federal iniciou uma nova fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master. O senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do partido, está entre os alvos da investigação.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: -0,63%;
Acumulado do mês: -0,63%;
Acumulado do ano: -10,35%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: +0,20%;
Acumulado do mês: +0,20%;
Acumulado do ano: +16,49%.
Trégua no Oriente Médio
Os investidores acompanham a possibilidade de um acordo entre EUA e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio. Embora ainda não haja confirmação oficial, há sinais de avanço nas negociações.
Segundo a Reuters, os países estão próximos de firmar um acordo inicial mais simples, com cerca de uma página. O Irã analisa os termos e deve responder nas próximas 48 horas.
Entre os principais pontos em discussão estão:
suspensão temporária do programa nuclear iraniano;
redução das sanções impostas pelos EUA;
liberação de recursos iranianos bloqueados no exterior;
diminuição das restrições à navegação no Estreito de Ormuz.
A ideia é que esse acordo inicial consolide a trégua e abra um prazo de cerca de 30 dias para negociações mais amplas. Nesse período, tanto as limitações impostas pelo Irã quanto o bloqueio naval dos EUA seriam reduzidos gradualmente — podendo ser retomados caso não haja avanço.
O cenário ganhou força após Donald Trump anunciar a suspensão de uma operação militar de escolta a navios, que não conseguiu normalizar o fluxo e elevou as tensões.
Mais cedo, o Irã afirmou que o Estreito de Ormuz voltou a ser seguro para navegação. A rota, responsável por cerca de 20% do petróleo mundial, vinha operando com restrições desde o início do conflito, com cerca de 1.500 embarcações aguardando passagem.
O movimento ajudou a derrubar os preços do petróleo, em meio à redução das tensões.
🔎 Com menos risco de conflito e rotas funcionando normalmente, a oferta de petróleo no mercado aumenta — o que ajuda a derrubar os preços.
Apesar do avanço diplomático, o acordo ainda não foi fechado e enfrenta incertezas, como divergências internas no Irã e o risco de retomada do conflito.
Mercados globais
As bolsas globais operam sem direção única nesta quinta-feira, enquanto investidores acompanham as negociações entre EUA e Irã e a possibilidade de retomada do transporte de petróleo pelo Golfo Pérsico.
Em Wall Street, por volta das 9h (horário de Brasília), os índices futuros avançavam levemente. Os contratos do S&P 500 subiam 0,1%, enquanto os do Dow Jones avançavam 0,2%. Já os futuros da Nasdaq tinham alta mais moderada, de 0,08%.
Na Europa, o desempenho era misto. O índice STOXX 600 recuava 0,22%, aos 621,84 pontos.
Em Frankfurt, o DAX subia 0,2%, enquanto o CAC 40, de Paris, avançava 0,3%. Já em Londres, o FTSE 100 caía 0,3%.
Na Ásia, as bolsas fecharam em alta. O índice CSI300, que reúne grandes empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, avançou 0,48%, aos 4.900 pontos.
Em Xangai, o SSEC também subiu 0,48%, aos 4.180 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng teve alta de 1,57%, aos 26.626 pontos. Já em Tóquio, o Nikkei saltou 5,58%, aos 62.833 pontos.
Notas de dólar.
Rick Wilking/Reutersg1 > EconomiaRead More


