Emirados Árabes Unidos dizem que não se pode confiar no Irã em relação a Ormuz; esforços de paz estão em impasse
Movimentação de navios no Estreito de Ormuz, em Omã, no dia 27 de abril de 2026
Reuters
Uma autoridade sênior dos Emirados Árabes Unidos disse nesta sexta-feira (1º de maio) que não se pode confiar no Irã em relação a qualquer acordo unilateral para o Estreito de Ormuz, em um sinal de profunda desconfiança de todos os lados no momento em que os esforços para acabar com a guerra no Oriente Médio permanecem em um impasse.
Dois meses após o início do conflito, o canal marítimo vital ainda está praticamente fechado devido a um bloqueio iraniano e a Marinha dos EUA está bloqueando as exportações de petróleo bruto iraniano.
Um cessar-fogo está em vigor desde 8 de abril, mas notícias de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seria informado sobre os planos de novos ataques militares para obrigar o Irã a negociar elevaram os preços globais do petróleo a uma máxima de quatro anos na quinta-feira.
O Irã ativou as defesas aéreas e planeja uma resposta ampla se for atacado, tendo avaliado que haverá um ataque curto e intenso dos EUA, possivelmente seguido por um ataque israelense, disseram duas fontes iranianas à Reuters sob condição de anonimato.
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Washington não disse quais são seus próximos passos. Trump afirmou na terça-feira que estava insatisfeito com a última proposta do Irã, e o mediador Paquistão não definiu uma data para novas conversas sobre o fim de uma guerra que matou milhares, principalmente no Irã e no Líbano.
Após os ataques aéreos dos EUA e de Israel em 28 de fevereiro, o Irã disparou contra bases, infraestrutura e empresas ligadas aos EUA nos países do Golfo, enquanto o grupo libanês Hezbollah, apoiado pelo Irã, lançou mísseis contra Israel, que respondeu com ataques ao Líbano.
Destacando as preocupações dos países do Golfo, o assessor presidencial dos Emirados Árabes Unidos, Anwar Gargash, disse que a “vontade coletiva internacional e as disposições da lei internacional” são os principais garantidores da liberdade de navegação pelo estreito.
“E, é claro, não se pode confiar em nenhum acordo unilateral do Irã após sua agressão traiçoeira contra todos os seus vizinhos”, escreveu Gargash.
Trump enfrenta um prazo formal dos EUA nesta sexta-feira para encerrar a guerra ou apresentar o caso ao Congresso para prorroga-la de acordo com a Resolução de Poderes de Guerra de 1973.
A data parece destinada a passar sem alterar o curso da guerra depois que um autoridade de alto escalão do governo disse que, para os fins da resolução, as hostilidades haviam terminado devido ao cessar-fogo de abril entre Teerã e Washington.g1 > Mundo Read More


