Federação Mexicana lança campanha contra gritos homofóbicos na Copa do Mundo
Brasil x México: Jogo é paralisado após gritos homofóbicos da torcida mexicana
A Federação Mexicana de Futebol lançou, na última quinta-feira, uma campanha contra gritos homofóbicos em estádios durante a Copa do Mundo. A ação, chamada de “A ola, sim, o grito, não”, conta com a participação de Hugo Sánchez, Javier Aguirre e outros jogadores do elenco mexicano do Mundial de 1986, que também foi realizado no país.
O objetivo da campanha é incentivar que os torcedores continuem fazendo sua tradicional “ola”, que virou febre durante a Copa de 1986, mas sem entoar cânticos discriminatórios.
– A FMF apresenta uma nova campanha para incentivar o apoio nos estádios: #ALaOndaSimAoGritoNão. “A Ola” é uma linda maneira de apoiar, que nos caracteriza como torcida desde 1986, como contam os jogadores da seleção daquele ano – anunciou a federação.
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Nos últimos anos, os torcedores mexicanos ficaram marcados por puxarem um grito de “puto” todas as vezes que o goleiro adversário cobra um tiro de meta. Na Copa do Mundo de 2018, o México foi multado em 10 mil francos suíços (o equivalente a R$ 37,5 mil na época) por conta da ação de sua torcida na estreia contra a Alemanha, apesar dos apelos feitos pela federação.
Na Copa do Catar, a história se repetiu. A Fifa puniu a seleção da América do Norte pelo mesmo motivo, mas com valor de multa mais alto: 100 mil francos (R$ 500 mil).
Em 2024, durante um amistoso contra o Brasil, nos Estados Unidos, os gritos tiveram o goleiro Alisson como alvo. O jogo foi paralisado aos 13 minutos do segundo tempo e o telão exibiu uma mensagem pedindo que os mexicanos parassem com as ofensas.
Torcida do México na Copa de 2022
Evrim Aydin/Anadolu Agency via Getty Images
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