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Figueirense recebe nesta quarta-feira as propostas oficiais de aquisição da SAF

Figueirense recebe nesta quarta-feira as propostas oficiais de aquisição da SAF

Paulo Prisco renuncia à presidência da SAF do Figueirense
O Figueirense vive nesta quarta-feira uma das etapas mais importantes de sua história recente: a entrega oficial das propostas de aquisição da Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Dois grupos estão interessados no negócio: a Kactus Capital e um grupo de empresários da região, representado pelo ex-presidente Edson Silva.
Figueirense apresenta bandeira
Luiz Henrique/Figueirense FC
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A Kactus Capital é vinculada à Kactus HUB, incorporadora do Rio Grande do Norte que também reúne as empresas Kactus Construções e Kactus Imóveis. O grupo atua na execução e no monitoramento de projetos imobiliários. Em 15 de janeiro, o Figueirense firmou com o fundo potiguar um período de diligência de 60 dias.
Em um primeiro momento, a proposta, apurada e divulgada em primeira mão pelo colunista do NSC Total, Rodrigo Faraco, previa que os investidores assumiriam as dívidas do Figueirense Associação, da LTDA e da SAF. O grupo também ficaria responsável por negociar o passivo com a CLAVE, hoje estimado em pouco mais de R$ 27,3 milhões.
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Entre as obrigações previstas, a Kactus se comprometia a fazer um investimento mínimo de R$ 5 milhões no estádio em até cinco anos e de R$ 20 milhões nas categorias de base em até 13 anos. O documento também estabelecia uma folha salarial mínima para o futebol profissional: R$ 1 milhão na Série C, R$ 2,5 milhões na Série B e R$ 7 milhões na Série A.
O pré-contrato ainda determina que a SAF não distribua dividendos nos três primeiros anos e veda a venda do controle no mesmo período, salvo se os compromissos assumidos forem mantidos. Em caso de desistência injustificada por parte dos investidores, há previsão de multa compensatória de R$ 1,5 milhão.
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Paulo Renato / FFC
Desde então, a proposta passou pela Comissão Permanente de Avaliação e Análise de Novas Parcerias e retornou aos investidores com alterações exigidas pelo clube. O mesmo processo foi adotado com o outro grupo interessado.
Os empresários locais apareceram no radar do clube em meados de setembro do ano passado. Inicialmente, a proposta era tratada como um movimento liderado pelo empresário Edson Silva, ex-presidente do Figueirense. Segundo apuração também de Rodrigo Faraco, outros nomes conhecidos em Florianópolis estariam envolvidos, como Luiz Ângelo Sombrio e Carlos Aragão, outro ex-presidente alvinegro.
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Patrick Floriani/FFC
Em carta de intenção enviada ao Conselho Deliberativo e assinada por Edson Silva, o grupo demonstrou interesse em adquirir 90% da SAF, mantendo os outros 10% com o Figueirense Associação. O documento também previa pagamentos iniciais para destravar a Recuperação Judicial, na casa dos R$ 14 milhões, além da intenção de avaliar o contrato com a Clave e investir em um projeto imobiliário no terreno do Ginásio Carlos Alberto Campos.
O que acontece agora?
Em conversa com o CEO da SAF do Figueirense, Rafael Franzoni, o ge apurou que a expectativa é de que as propostas oficiais sejam entregues na noite desta quarta-feira ao Conselho Deliberativo.
A previsão inicial é de que uma reunião aconteça na primeira semana de junho, possivelmente no dia 2, para apresentação das propostas ao Conselho Deliberativo. A Comissão Permanente de Avaliação e Análise de Novas Parcerias deve emitir um parecer antes da votação.
A partir disso, serão iniciados os trâmites legais para a aquisição. A expectativa é de que, em julho, a SAF do Figueirense já esteja sob novo comando.
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