Londrina na Superliga Feminina: equipe terá investimento de 800 mil e promessa de CT do vôlei
Reunião vai discutir futuro de Maringá na superliga de vôlei
O vôlei de elite terá uma nova casa no Paraná a partir da próxima temporada. Em evento realizado nesta sexta-feira, a Fundação de Esportes de Londrina (FEL) e a Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) oficializaram a chegada do projeto que estava sediado em Maringá.
✅ Clique aqui e siga o canal do ge PR no WhatsApp
O acordo prevê parceria pelas próximas três temporadas, entre 2026/2027 e 2028/2029, com investimento anual de R$ 800 mil da Prefeitura de Londrina e apoio na busca por novos patrocinadores, fatores decisivos para a mudança.
A transferência do projeto foi impulsionada principalmente pelo aumento no aporte financeiro em comparação ao que era oferecido em Maringá e pela estrutura apresentada por Londrina para o desenvolvimento da modalidade.
Sesc-Flamengo x Maringá vôlei Superliga
Paula Reis/Flamengo
Além da equipe adulta, a parceria também prevê a expansão das categorias de base e investimentos em infraestrutura, com destaque para a construção de um centro de treinamento voltado ao vôlei.
Segundo o Secretário de Esportes de Londrina, Felipe Berger Prochet, a criação desse espaço foi um dos pontos centrais discutidos desde as primeiras conversas entre as partes.
— Um dos pedidos quando eles vieram era o nosso compromisso de abraçar a ideia de construir um centro de treinamento na cidade de Londrina para abrigar o voleibol. Já estamos verificando um terreno e também um projeto que eles nos apresentaram. A intenção é capitalizar recursos para a construção desse centro de treinamento — afirmou.
Aldori Gaudêncio Júnior, treinador do vôlei de Londrina
Marcelino Barbosa/RPC
Enquanto a estrutura definitiva não sai do papel, o projeto será instalado no Ginásio de Esportes Moringão, palco que neste ano recebeu as fases finais da Copa Brasil masculina e feminina. De acordo com a prefeitura, o local passará apenas por ajustes pontuais para atender integralmente às demandas de treinos e partidas.
A estrutura agradou ao treinador Aldori Galdêncio Júnior, que permanece no comando da equipe e participou do processo de transição para Londrina. Para ele, o Moringão já reúne boa parte das condições necessárias para o início do trabalho.
— O Moringão atende quase todas as nossas necessidades. Claro que ainda estamos desenvolvendo algumas questões, como academia e onde faremos parte da pré-temporada, além de trabalhos na areia. Por isso o anúncio está sendo feito agora, para que gestão e comissão técnica possam se instalar antecipadamente e deixar tudo organizado quando chegar a hora — explicou Aldori.
Ginásio Moringão Sesc-Flamengo Osasco Minas Praia Clube Copa Brasil
Felipe Bacarin/RPC
Apesar da mudança da equipe principal, o projeto social seguirá em Maringá até o fim de 2026. Atualmente, as escolinhas atendem mais de 400 crianças e adolescentes e, posteriormente, a proposta será replicada em Londrina, ampliando o alcance da modalidade também fora das quadras profissionais.
A chegada da equipe à cidade está prevista para julho, quando começa a preparação para a principal competição do calendário: a Superliga Feminina, marcada para iniciar em outubro. Aldori destacou que o planejamento antecipado será fundamental para adequar elenco, parte física e rotina de treinos.
— As meninas chegam aqui no dia primeiro de julho e já iniciamos a pré-temporada. É muito planejamento. Temos que organizar a parte física e técnica para chegar prontos na Superliga, mas antes disso também teremos Campeonato Paranaense e inúmeras atividades sendo desenvolvidas até o início das partidas — disse o treinador.
Evento na Acil oficializou a chegada do vôlei a Londrina
Marcelino Barbosa/RPC
Com maior investimento e novas perspectivas financeiras, o objetivo do projeto também mudou. Se antes a permanência na elite do vôlei brasileiro era a principal meta, agora a ambição passa a ser disputar posições mais altas e competir em igualdade com as principais equipes do país.
— Queremos fazer uma grande temporada, novamente do meio para cima da tabela, estar nos playoffs e brigar nos outros campeonatos, como Taça e Copa do Brasil. Hoje não buscamos mais apenas permanecer na elite do voleibol brasileiro, mas começar a conquistar títulos e jogar de igual para igual com qualquer equipe do Brasil — completou o Aldori.
Maringá vence o Fluminense na Superliga Feminina de Vôlei
João Godoy/Divulgação Maringá
Defendendo Maringá, a equipe está na disputa da Superliga Feminina desde a temporada 2021/2022. Nas últimas duas edições, o time comandado pelo técnico Aldori Galdêncio Júnior alcançou os playoffs, parando nas quartas de final.
Além disso, o Maringá é pentacampeão do Paranaense de Vôlei Feminino, ganhando a competição de 2021 a 2025.
Londrina conta com uma equipe de vôlei feminino, que na última temporada acabou rebaixada à Superliga C.
Antes mesmo de oficializar a mudança, o Maringá anunciou nos últimos dias a renovação de contrato da levantadora Bruninha e da ponta Karol Tomena, destaques da última Superliga, além de confirmar as contratações da central Jussara e da oposta Daniela Cechetto, que já jogaram pelo time em anos anteriores e agora estão de volta.
A Superliga Feminina 2026/2027 tem previsão de início entre outubro e novembro deste ano.
Mais notícias do esporte paranaense no ge.globo/pr geRead More


