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Montanhista paranaense, Gustavo Cordoni alcança o cume do Everest

Montanhista paranaense, Gustavo Cordoni alcança o cume do Everest

Paranaense relata susto ao escalar o Everest
Gustavo Cordoni, de 23 anos, entrou para a lista de paranaenses que alcançaram o topo do mundo. O estudante de Direito chegou ao cume do Monte Everest, a 8.848 metros acima do nível do mar, nesta quarta-feira, após uma longa jornada marcada por preparação física, adaptação à altitude e dias de escalada em condições extremas.
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Ao lado dele, outros seis brasileiros também completaram a missão nesta quarta: Carlos Santalena, Leonardo Pena, Roberto Lucchese, Adalberto Neto, Eduardo Gouveia e Roberto Lucchese.
A conquista ganhou contornos ainda mais especiais para o jovem paranaense, que compartilhou a emoção nas redes sociais logo após alcançar o ponto mais alto do planeta. Em um relato carregado de sentimento, Cordoni destacou que a experiência superou qualquer expectativa construída antes da viagem.
— Sempre pensei nesse momento. Imaginei o frio, o vento, o silêncio, o corpo no limite e a emoção de chegar ao ponto mais alto do mundo. Mas nenhuma imaginação chega perto do que é viver isso de verdade. Hoje, estar no cume do Everest é muito mais do que uma conquista pessoal. Essa vitória também é de vocês — escreveu.
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Cordoni é o quinto paranaense a atingir o cume da montanha mais alta do planeta. O pioneiro foi Waldemar Niclevicz, natural de Foz do Iguaçu, em 1995. Dez anos depois, o curitibano Irivan Burda repetiu o feito. Na sequência vieram Moeses Fiamoncini, de Rio Negro, em 2019, e Joel Kriger, de Curitiba, em 2022.
A expedição rumo ao cume do Everest começou na madrugada entre os dias 15 e 16 de maio. Os primeiros passos decisivos aconteceram no Campo 2, a cerca de 6.400 metros de altitude, onde o grupo permaneceu por dois dias em processo de aclimatação. O período foi fundamental para descanso, observação das respostas do corpo e preparação para os desafios seguintes.
Na segunda-feira, os brasileiros avançaram até o Campo 3, situado a aproximadamente 7.200 metros, etapa marcada pelo aumento do desgaste físico provocado pela altitude. Já na terça-feira, o grupo alcançou o Campo 4, a cerca de 7.900 metros, última parada antes da investida final rumo ao cume.
Gustavo Cordoni, montanhista paranaense no Everest
Arquivo Pessoal
Apesar da celebração pela conquista, Cordoni reforçou que a missão ainda exige cautela. Em novo depoimento, o estudante ressaltou que o Everest cobra respeito e que a descida representa uma das fases mais delicadas da escalada.
— Nada aqui foi simples. Nada aqui foi garantido. Cada passo até o cume carregou treino, renúncia, fé, disciplina, medo, coragem e muito respeito pela montanha. Mas a expedição ainda não acabou. Agora começa uma das partes mais importantes: a descida. Aqui, chegar ao cume é uma conquista enorme, mas voltar em segurança é a prioridade absoluta — destacou.
A subida ao Everest, no entanto, é apenas parte de um projeto ainda maior. Gustavo Cordoni pretende conquistar as 14 montanhas mais altas do planeta, objetivo que, se alcançado, será inédito entre brasileiros.
Brasileiros alcançam o cume do Everest
Arquivo Pessoal
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