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Morre aos 100 anos Nano da Silva Ramos, brasileiro ex-piloto da F1

Morre aos 100 anos Nano da Silva Ramos, brasileiro ex-piloto da F1

O automobilismo nacional perdeu na segunda-feira (4) um de seus primeiros expoentes no cenário mundial: Hermano da Silva Ramos. Filho de mãe francesa e pai brasileiro, Nano, como era conhecido, competiu com a bandeira do Brasil na Fórmula 1 entre 1955 e 1956, com sete grandes prêmios ao todo. Hermano morreu aos 100 anos de idade e era o mais velho entre os ex-pilotos da categoria ainda vivos.
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Hermano deu entrada no hospital no domingo (3) com um quadro de pneumonia e não resistiu. O brasileiro morava na pequena cidade francesa de Biarritz, próxima da fronteira do país com a Espanha. O enterro será realizado no dia 8 de maio, na comuna de Arcangues, também na França.
Nano da Silva Ramos em 2013
Arquivo pessoal
Nano nasceu em Paris no dia 7 de dezembro de 1925 e iniciou a carreira no automobilismo aos 21 anos, em março de 1947. Nos anos seguintes, participou de corridas com carros esportivos na França e das 24 Horas de Le Mans, uma das provas de maior prestígio do planeta, em 1954 e 1955 – edição que ficou marcada pela maior tragédia da história do automobilismo, com mais de 80 mortes.
Também foi em 1955 que o brasileiro chegou à Fórmula 1, com a equipe Gordini. A estreia aconteceu no GP da Holanda daquele ano, em que Nano terminou na oitava colocação. Com isso, se tornou o terceiro brasileiro a participar da categoria, sucedendo Chico Landi e Gino Bianco.
O melhor momento de Hermano na Fórmula 1 aconteceu no GP de Mônaco de 1956. Na ocasião, Nano finalizou a prova na quinta posição após largar na 14ª colocação e somou os dois únicos pontos da carreira na F1.
Nano da Silva Ramos pilota Gordini durante o GP da França de 1956
LAT Images
Os pontos de Hermano deixaram o brasileiro como maior pontuador do país na Fórmula 1 até 1970, quando o bicampeão Emerson Fittipaldi superou a marca. O piloto, porém, resolveu sair da categoria após a morte do espanhol Alfonso de Portago, grande amigo nas pistas, durante um acidente nas Mil Milhas de Brescia de 1957.
Hermano ainda retornaria ao automobilismo em 1958, com participações em provas de turismo e de Fórmula 2. No ano seguinte, voltou a disputar as 24 Horas de Le Mans, desta vez com a Ferrari. Aos 35 anos de idade, o piloto decidiu se aposentar do automobilismo após disputar uma prova para carros de esporte na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. geRead More