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Negociador do Irã sobre acordo com EUA: ‘Não confiamos em garantias ou palavras; apenas ações’

Negociador do Irã sobre acordo com EUA: ‘Não confiamos em garantias ou palavras; apenas ações’

 Guerra do Irã completa três meses com uma nova onda de ataques no meio do cessar-fogo
O principal negociador do Irã, o presidente do Parlamento Mohammad Baqer Qalibaf, não confirmou nesta sexta-feira (29) que o país chegou a um acordo com os Estados Unidos, porém deixou claro que o clima de extrema desconfiança entre eles continua.
Em um post na rede social X, o iraniano afirmou que Teerã segue preparado para retomar a guerra se necessário:
“Não confiamos em garantias ou palavras; apenas ações são medidas válidas, e nenhuma ação será tomada antes que a outra parte aja. O vencedor de qualquer acordo é aquele que melhor se prepara para a guerra a partir do dia seguinte”.
Segundo fontes da imprensa, Estados Unidos e Irã chegaram a um acordo para estender o cessar-fogo entre eles e suspender as restrições à navegação pelo Estreito de Ormuz nesta quinta-feira (28).
Presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf , fala no Parlamento 11 de janeiro de 2026 Captura de tela obtida de um vídeo
IRINN/via Reuters TV/Divulgação via REUTERS
Ao falar sobre as negociações, Qalibaf disse que o governo Trump aceitou fazer concessões, mas que elas foram obtidas através do poder militar iraniano, e não pelo diálogo.
“Nós obtemos concessões não com diálogo, mas com mísseis. Durante a negociação, apenas as explicamos a eles”, disse.
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Segundo reportagem do site americano “Axios”, a única coisa que falta para que as autoridades de ambos os países anunciem a prorrogação da trégua entre eles é a aprovação do presidente dos EUA, Donald Trump.
Apesar da aparente evolução nas negociações, a proposta atual ainda não se trata de um acordo final, que exigirá negociações ainda mais intensas para contemplar as exigências de Trump sobre o enriquecimento de urânio.
Em meio às negociações, EUA e Irã trocaram ataques. Apesar deles terem sido limitados, revelaram a fragilidade do cessar-fogo, em vigor desde o início de abril, e das tentativas diplomáticas de chegar a um acordo para encerrar a guerra.g1 > Mundo Read More