Netanyahu se reuniu secretamente com o presidente dos Emirados Árabes Unidos durante guerra contra o Irã
Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu
Ronen Zvulun/Reuters/Arquivo
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, visitou os Emirados Árabes Unidos e se reuniu com o presidente do país, Mohammed bin Zayed, durante a guerra contra o Irã, segundo um comunicado divulgado por seu gabinete nesta quarta-feira (13).
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Uma fonte ouvida pela agência de notícias Reuters afirma que o encontro ocorreu em Al-Ain, uma cidade oásis na fronteira com Omã, no dia 26 de março, e durou várias horas.
De acordo com a nota oficial do governo israelense, que não confirma esses detalhes, a reunião resultou em um “avanço histórico” nas relações entre os dois países.
Os Emirados Árabes Unidos são um dos poucos estados árabes que mantêm relações diplomáticas com Israel, oficializadas durante os Acordos de Abraão de 2020.
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O comunicado do governo israelense foi divulgado dois dias após uma reportagem, publicada pelo jornal americano “The Wall Street Journal” dizer que os Emirados Árabes estariam atacando secretamente o Irã durante a guerra no Oriente Médio. O país não reconhece publicamente os ataques.
Nesta terça-feira (12), o embaixador de Israel nos EUA, Mike Huckabee, afirmou que o país enviou baterias e pessoal do sistema de defesa aérea Domo de Ferro para o país. A informação foi confirmada por fontes à CBS News.
Ataques secretos do EAU contra o Irã
De acordo com a reportagem do Journal, um dos bombardeios secretos dos Emirados Árabes Unidos durante a guerra atingiu uma refinaria de petróleo iraniana, na ilha de Lavan, no Golfo Pérsico, no início de abril.
À época, Teerã disse que a refinaria havia sido atingida por um “ataque inimigo” e, como resposta, forças iranianas dispararam mísseis e drones contra os Emirados Árabes e o Kuwait.
Segundo o jornal, os Estados Unidos não se importaram com o ataque, já que o cessar-fogo ainda não tinha começado, e avaliaram de forma positiva o apoio do país na ofensiva.
Os Emirados Árabes estiveram entre os principais alvos do Irã durante a guerra, que segundo o WSJ, teve mais de 2,8 mil mísseis e drones lançados contra o país. O número é maior do que o de ataques contra Israel.
Suspeitas sobre a participação dos Emirados Árabes na ofensiva foram levantadas ainda em março, segundo o jornal, quando um caça que não pertencia aos Estados Unidos nem a Israel foi visto sobrevoando o Irã.g1 > Mundo Read More


