Nubank Parque: novo naming rights do estádio do Palmeiras está entre os mais caros do Brasil; lista
Nubank adquire naming rights do estádio do Palmeiras
Divulgação/Nubank
O acordo de naming rights entre o Nubank e a WTorre, gestora do estádio do Palmeiras, deve ser um dos mais caros do Brasil. O novo nome oficial da arena, Nubank Parque, foi anunciado nesta segunda-feira (4), após votação popular.
Pela estimativa anual, o contrato já nasce no topo: o banco digital deve desembolsar cerca de R$ 50 milhões por ano para estampar seu nome em uma das principais arenas do país — o maior valor já pago nesse tipo de acordo no Brasil.
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Se o contrato for cumprido até 2044, o total deve chegar a cerca de R$ 900 milhões, tornando este o segundo maior acordo de naming rights de estádios do país. (veja o ranking abaixo)
🔎 Em português, naming rights significa “direitos de nome”, prática em que empresas pagam para rebatizar espaços e associar suas marcas a eles.
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O montante do Nubank Parque só perderia para o Mercado Livre Arena Pacaembu, estimado em R$ 1 bilhão ao longo de 30 anos — cerca de R$ 33,3 milhões por ano. Os dados foram compilados pelo especialista em gestão e marketing esportivo Fernando Trevisan, da Trevisan Escola de Negócios.
Segundo o levantamento, a Neo Química Arena, estádio do Corinthians, ocupa a terceira posição, com contrato de 20 anos firmado em 2020 e valor total previsto em R$ 300 milhões.
O Allianz Parque, que cede lugar ao Nubank Parque, tinha contrato previsto também em R$ 300 milhões. O acordo, porém, foi encerrado antecipadamente, levando a estimativa final a R$ 195 milhões após 13 anos de naming rights.
📝 O estudo considera valores históricos divulgados pela imprensa, sem correção pela inflação. Os totais foram estimados a partir das cifras anuais multiplicadas pelo prazo dos contratos.
Veja abaixo o ranking dos maiores naming rights no país até agora:
Maiores contratos de naming rights em estádios brasileiros
Arte/g1
Novo nome e valores históricos
O novo contrato prevê que o Nubank detenha os naming rights da arena até 2044. As estimativas indicam que o banco deve pagar cerca de US$ 10 milhões (R$ 50 milhões) por ano pelo direito. Valores oficiais não foram divulgados.
Para Fernando Trevisan, o acordo reforça que a febre dos naming rights segue em alta no mercado brasileiro — especialmente nos estádios, que continuam entre os principais ativos.
“O valor anual estimado é o maior da história no Brasil, coerente com o estádio do Palmeiras, um dos que mais recebem shows no mundo. São mais de dois eventos musicais por mês, em média, além dos jogos do Palmeiras e de eventos corporativos”, afirma.
O novo nome do estádio, após 13 anos sob a marca Allianz, foi anunciado nesta segunda-feira, após votação popular entre três opções: Nubank Parque, Nubank Arena ou Parque Nubank.
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Por que empresas optam por naming rights?
A visibilidade da marca é um dos principais atrativos desses acordos. Mas o impacto vai além: depende de uma série de frentes que compõem a estratégia, afirmam especialistas em marketing ouvidos pelo g1.
“Nas negociações de naming rights, também pode ficar acertado que, dentro do espaço, a empresa instale lojas, pontos de venda ou outras operações, em uma presença que vai muito além de dar nome ao local”, explica Idel Halfen, que já liderou equipes de marketing de grandes companhias.
Contratos recentes no país seguem essa lógica. Além de rebatizar estádios, empresas têm garantido o direito de operar suas marcas nesses espaços, criando um ecossistema de contato direto com o público. Especialistas também destacam que, para gerar efeito, a exposição precisa ser contínua.
Por isso, os contratos são longos, muitas vezes por décadas. É esse horizonte que permite consolidar a presença da marca e aprofundar a relação com o público.
Foco no esporte e no entretenimento
A premissa dos naming rights é simples: associar a marca a locais com grande fluxo de pessoas, de preferência alinhados ao perfil de público que a empresa quer atingir.
Com o tempo, porém, o modelo se mostrou mais aderente a espaços de esporte e entretenimento, como estádios, casas de shows e teatros.
Isso não acontece à toa. Esses ambientes costumam estar ligados a momentos de lazer e alegria, em que o público vive experiências marcadas por emoção e cria memórias — um contexto que favorece a conexão com as marcas.
“Quando vamos a um show ou a um jogo, existe ali um ambiente mágico, em que você está bem aberto a sensações e emoções. Por isso é tão especial se associar a um equipamento desse tipo”, conclui Fernando Trevisan.g1 > EconomiaRead More


