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Ponte culpa burocracia por transfer ban, minimiza impacto e atualiza acordos

Ponte culpa burocracia por transfer ban, minimiza impacto e atualiza acordos

Sem receber salários, funcionários da Ponte Preta relatam dificuldades
A Ponte Preta recebeu um transfer ban aplicado pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) da CBF. A punição, que impede o clube de registrar novos jogadores, ocorreu devido ao atraso no pagamento de três parcelas mensais de um acordo coletivo firmado no órgão.
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Em entrevista à Rádio Bandeirantes de Campinas, o departamento jurídico da Macaca, representado pelo diretor José Henrique Specie e pela advogada Talita Garcez, detalhou o imbróglio. Segundo os profissionais, o dinheiro para a quitação já está garantido, mas o repasse à CBF esbarra na burocracia do Judiciário.
José Henrique Specie, diretor jurídico da Ponte Preta
Reprodução EPTV
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As parcelas em aberto são referentes aos meses de fevereiro, março e abril, no valor de R$ 200 mil cada (totalizando R$ 600 mil).
– Tivemos êxito no começo do ano em um agravo de instrumento no Tribunal de Justiça, no qual foi deferida a liberação de valores que estavam bloqueados na esfera cível para pagar o plano coletivo da CNRD. Acontece que, por questões de tramitação e fila de alvarás da máquina do Judiciário, isso ainda não foi remetido. Todos os órgãos estavam comunicados, por isso a nossa surpresa – explicou a advogada Talita Garcez.
Apesar da punição em vigor, a diretoria alvinegra adota um tom tranquilizador. Como a janela de transferências do futebol brasileiro está fechada e só reabre no dia 20 de julho, a proibição de inscrever novos atletas não afeta o planejamento a curto prazo.
– Esse impacto é praticamente nenhum para o clube hoje, porque não temos contratações iminentes ou necessidade de registro neste momento. Esse valor já havia sido desbloqueado na Justiça cível e garantido. Essa suspensão aplicada pela CNRD deve cair muito proximamente – ressaltou o diretor José Henrique Specie.
Estádio Moisés Lucarelli, casa da Ponte Preta
Júlio Cesar Costa/ PontePress
Além da punição na CNRD, o clube precisa manter regularidade no Plano Especial de Pagamento Trabalhista (PEPT), que reúne as execuções da Justiça do Trabalho. Para evitar a quebra do acordo devido às recentes instabilidades financeiras, a diretoria precisou ceder a cota de participação da Copa do Brasil como garantia do pagamento.
– Como o fluxo financeiro estava apertado internamente, nós resolvemos oferecer em garantia aquele valor que tínhamos a receber da CBF justamente para não perder o plano. Hoje ele está quitado.
– Eventualmente atrasa uma ou duas parcelas, mas na medida em que é possível e se equaliza a questão financeira, a Ponte Preta vem solucionando e pagando em dia o acordo do PEPT – completou Specie.
Acordos com Haquin e Elvis
Outro caso que gerava apreensão na torcida era o do zagueiro boliviano Luis Haquin, que poderia resultar em um transfer ban na Fifa. O clube firmou o acerto em duas parcelas: a primeira foi paga, mas a segunda acabou vencendo sem a quitação.
– Foi pedido a prorrogação do vencimento e nós estamos em tratativas. Eu só aguardo que o financeiro nos passe uma projeção que seja previsível cumprir e em breve isso vai ser sanado. Já está no radar e deve acontecer nos próximos dias – explicou Talita.
Haquin, ex-zagueiro da Ponte Preta
Marcos Ribolli
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O departamento jurídico também monitora o acordo financeiro firmado com o meia Elvis. Segundo a advogada do clube, o camisa 10 segue recebendo repasses do clube e não há risco iminente de uma quebra no acordo.
– Foi feito um acordo em que parte dele também já foi paga. Ele recentemente tem recebido vários valores de várias naturezas. Não consigo precisar neste momento se existem parcelas desse acordo em aberto, mas, possivelmente, se tem algum valor, isso também vai ser resolvido nos próximos dias. geRead More