Primeiro-ministro do Senegal condena ‘tirania’ ocidental que quer ‘impor’ a homossexualidade
Presidente do Senegal sanciona lei que dobra punição para homossexualidade
O primeiro-ministro do Senegal, Ousmane Sonko, condenou nesta sexta-feira (22) a “tirania” do Ocidente por querer, segundo ele, “impor” a homossexualidade e rejeitou qualquer tentativa de frear a aplicação de uma nova lei que endurece as penas para relações entre pessoas do mesmo sexo.
“Há uma espécie de tirania. Somos oito bilhões de seres humanos no mundo, mas existe um pequeno núcleo chamado Ocidente (…) que, porque tem recursos e controla os meios de comunicação, quer impor [a homossexualidade] ao resto do mundo”, declarou Sonko em um discurso perante os parlamentares.
Sonko afirmou que, depois da aprovação da lei, ouviu muitas críticas ao Senegal, especialmente na França.
“Se eles optaram por essas práticas, é problema deles, mas não temos nada a aprender com eles, absolutamente nada”, acrescentou.
Ao contrário da postura do Ocidente, que “quer impor seu ditado”, nenhum país asiático, africano ou árabe critica o Senegal, afirmou o primeiro-ministro.
O primeiro-ministro do Senegal, Ousmane Sonko.
Anait Miridzhanian/Reuters/Foto de Arquivo
No fim de março, o presidente Bassirou Diomaye Faye promulgou uma lei que duplica a pena máxima para relações entre pessoas do mesmo sexo, em meio a uma campanha repressiva contra a comunidade LGBTQIA+ do país.
Desde então, o país realizou dezenas de detenções com base nessa legislação.
A nova lei pune os “atos contra a natureza”, termo utilizado para designar relações entre pessoas do mesmo sexo, com penas de cinco a dez anos de prisão, contra um a cinco anos anteriormente.
A legislação também prevê penas de três a sete anos de prisão para quem for considerado culpado de promover ou financiar relações entre pessoas do mesmo sexo.g1 > Mundo Read More


