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Análise: Atlético-MG corrige defesa e mostra capacidade de se reinventar no Brasileiro

Análise: Atlético-MG corrige defesa e mostra capacidade de se reinventar no Brasileiro

Palmeiras 1 x 2 Atlético-MG | Melhores Momentos | 20ª rodada | Brasileirão 2026
O Atlético-MG mostrou, diante do Palmeiras, uma grande capacidade para se reinventar. Se na última terça-feira frustrou os torcedores, frente ao candidato ao título do Brasileirão, o Galo corrigiu a defesa e tirou “coelho da cartola” com Igor Gomes. Mesmo sem pressionar, o Alvinegro foi eficiente na Nubank Arena e por isso saiu com os três pontos.
Fato é que o Atlético não jogou melhor contra o Palmeiras do que no duelo com o Bahia (que empatou por 1 a 1). Contudo, no confronto com o time paulista, os comandados por Eduardo Domínguez tiveram sucesso no que antes foi um problema: a finalização.
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No primeiro tempo, o maior susto foi o pênalti marcado para o Palmeiras, por toque de mão do zagueiro Ruan Tressoldi. A revisão do VAR trouxe alívio para o Atlético. O árbitro logo voltou atrás na decisão. O lance fez o Galo ligar o alerta.
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A defesa fez um jogo correto. As tentativas do Palmeiras não levaram tanto perigo. O goleiro Everson fez defesas simples. Os zagueiros foram seguros e fecharam bem os espaços, assim como os laterais, que apoiaram bem quando sem a posse de bola.
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No segundo tempo, o Atlético mostrou a efetividade que faltou em outras oportunidades – e até mesmo neste jogo, após alguns desperdícios de Cassierra.
O próprio colombiano pegou bem na bola de fora da área e arriscou o chute. Parecia uma defesa fácil, mas o goleiro Carlos Miguel falhou. O meia Victor Hugo estava bem posicionado para balançar a rede para espantar o jejum de gols – não marcava desde 5 de abril e estava apagado em campo.
Domínguez fez substituições certeiras. No banco de reservas, o treinador encontrou soluções improváveis: Alan Minda e Igor Gomes. O primeiro vinha de recondicionamento físico após a Copa do Mundo, e o segundo não entrava em campo desde o dia 29 de abril.
Mas logo veio a frustração. O Palmeiras empatou com Felipe Anderson, que marcou com a “ajuda” de desvio em Tomás Pérez, o que impossibilitou Everson de defender.
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Minutos depois, o Atlético conseguiu se reinventar. Sem ter em campo o jogador ideal para decidir, o Galo apostou no que tinha à disposição e venceu na efetividade mais uma vez. Alan Minda saiu em vantagem, fez boa jogada, ganhou da defesa, e tocou para Igor Gomes, que bateu para o gol. O meia não marcava desde novembro de 2025.
Na sequência, o Palmeiras não deixou barato. O time paulista pressionou. Se antes Everson pouco trabalhou, depois de o Alvinegro marcar 2 a 1 o goleiro foi obrigado a fazer grande esforço em algumas tentativas. A defesa atleticana foi corrigida.
O bom desempenho defensivo ficou evidente nos números. O Palmeiras teve 20 finalizações contra apenas oito do Atlético – dessas 20, cinco foram bloqueadas pela defesa. A posse de bola do Verdão também foi superior: 65% contra 35%. Foram 13 defesas do time mineiro contra apenas duas do Alviverde.
A evolução defensiva é um dos trunfos do trabalho de Eduardo Domínguez. O treinador soube corrigir o problema. Ainda que o time sofra, os jogadores conseguiram recompor e alinhar as falhas ao longo da partida.
O diagnóstico não é definitivo. Mas traz alento para um momento em que o time do Atlético precisava de respiro e confiança. Nem sempre a solução será a mesma. Mas diante do forte Palmeiras a equipe mostrou que pode surpreender e segue focada em voos maiores.
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