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Análise: crise do Sport na Série B é reflexo das escolhas da direção

Análise: crise do Sport na Série B é reflexo das escolhas da direção

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Ao empatar por 2 a 2 diante do Operário, na Ilha do Retiro, o Sport chegou ao sétimo jogo sem vencer na Série B. Um resultado que ampliou a crise vivida pelo clube e também já pressionou ainda mais o técnico Gilmar Dal Pozzo.
O fato é que vários erros colocaram o Sport nesta situação. A condução da gestão com a campanha na Série B deixou a desejar, e hoje a crise reflete escolhas erradas – e previsíveis – da diretoria. O momento ruim não é por acaso.
O Sport se tornou um time de meio de tabela – na pontuação e no desempenho – e não dá sinais de resolução de problemas imediatos.
Jogadores do Sport lamentam empate em casa na Série B.
Marlon Costa/AGIF
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O “efeito imediato” da chegada do técnico Gilmar Dal Pozzo, definitivamente, não aconteceu. O time não teve resultados e nem melhora de desempenho.
O Sport não corrigiu problemas longínquos e parece perdido na competição, sem identidade. Não é uma equipe criativa e nem que se defende bem. O clube vive um sucessivo processo de tentativa e erro. Dentro e fora de campo.
O reflexo disso é que Gilmar Dal Pozzo já convive com o fantasma de repetir o mesmo destino de técnicos em temporadas anteriores, como Guto Ferreira, em 2024, e António Oliveira no ano passado, que duraram cinco e quatro jogos, respectivamente.
Dal Pozzo foi chamado de “burro” e ouviu fortes vaias no empate contra o Operário. A rejeição ao técnico, que já existe desde 2022, parece ampliar ainda mais sem os resultados imediatos. Ou seja, a pressão externa existe.
Gilmar Dal Pozzo, técnico do Sport
Rafael Vieira/AGIF
E a direção, que contratou o técnico sabendo disso, precisa lidar com o atual cenário. A mesma diretoria que fechou os olhos para o desempenho do campo com o técnico Márcio Goiano e demorou a recalcular a rota quando teve janelas disponíveis.
O Sport, hoje, paga o preço de decisões tomadas lá atrás pela própria direção do clube. Não dá para fingir surpresa. A falta de timing para tomar decisões nos mais variados assuntos é um erro que acompanha a gestão desde o início da temporada.
O resultado disso é um time que não vence há sete jogos, é nono colocado e patina na Série B. Faltou cuidado com uma campanha que terminou maio na liderança. Os alertas foram dados.
SPORT X OPERÁRIO-PR – SÉRIE B
Marlon Costa/AGIF
Ali, sim, era momento de ter frieza para tomar decisões e se antecipar em processos, como contratações para suprir lacunas no elenco.
O Sport contratou quatro peças nesta janela de transferências, mas dá sinais de que precisa muito mais – para titularidade e banco de reservas. O clube chegou na segunda quinzena de julho sem ter um meia de origem para a função – algo admitido pelo técnico Gilmar Dal Pozzo.
Presidente Matheus Souto Maior ao lado do vice-presidente Kadico Pereira e do diretor de futebol Lucas Ventura.
Marlon Costa/AGIF
São muitos erros somados que refletem esta campanha ruim do Sport. O resumo perfeito talvez seja o desempenho do clube dentro de casa.
São apenas três vitórias conquistadas em nove jogos na Ilha do Retiro na competição. Um lugar que antes era hostil para os adversários, hoje tem um cenário oposto.
Ainda restam 20 rodadas pela frente e dá tempo, sim, de o Sport recalcular a rota e voltar a brigar pelo acesso à Série A.
Mas, certamente, não será tomando as mesmas decisões que colocaram o clube na atual situação. É momento de refletir se o caminho está correto. Os sinais estão sendo claros há muito tempo.
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