Análise: erro grave da arbitragem não pode tirar responsabilidade do Guarani em derrota
Guarani abre 2 a 0 e leva virada do Paysandu em jogo marcado por polêmica de arbitragem
É preciso dividir responsabilidades ao falar sobre a derrota de virada do Guarani por 3 a 2 para o Paysandu, no último domingo, em Belém, pela 14ª rodada da Série C.
O gol – irregular – de empate dos paraenses, em clara posição de impedimento, causa revolta. Assim como a atuação alviverde, principalmente após o intervalo, merece reflexão.
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A reclamação contra a arbitragem é justa. Mas, ainda que a influência tenha sido direta no placar no final, reduzir a análise do resultado negativo a esse erro grave seria uma forma de o Guarani esconder os próprios problemas.
Afinal, o time de Elio Sizenando abriu 2 a 0 com apenas 26 minutos de jogo, com controle das ações e a sensação de que tinha a partida nas mãos.
Hebert e Maurício Antônio aproveitaram falhas de Gabriel Mesquita para construir uma vantagem importante fora de casa. Mais do que os gols, o Guarani fazia um primeiro tempo seguro, organizado defensivamente e eficiente quando teve oportunidades.
O cenário mudou completamente depois do intervalo.
Paysandu x Guarani – Série C 2026
Jorge Luis Totti / Paysandu
A postura alviverde passou a ser excessivamente defensiva. O Guarani recuou suas linhas, diminuiu a capacidade de ficar com a bola e permitiu que o Paysandu passasse a jogar cada vez mais perto da área defendida por Caíque França.
As mudanças promovidas por Elio também não conseguiram interromper esse movimento. Pelo contrário: o time perdeu força para competir e ficou praticamente restrito à tentativa de resistir à pressão adversária. Caíque França fez o que pôde: pegou um pênalti aos 13 minutos e também fez uma grande defesa no rebote, adiando por pouco tempo o início da reação do Paysandu.
O primeiro gol do adversário, aos 19, parece ter abalado emocionalmente o Guarani, que se perdeu em campo. Virou praticamente um jogo de ataque contra defesa. O empate, aos 34 minutos, surgiu em um lance irregular, é verdade, mas a pressão construída pelos donos da casa já indicava um cenário perigoso para os campineiros.
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Também chama atenção a forma como os gols foram sofridos. O primeiro nasce de uma sobra dentro da área. Os outros dois saem após rebotes. Em comum, todos expõem uma defesa que perdeu capacidade de reagir aos lances e de proteger a própria área.
Nem mesmo a experiência de nomes como Ralf, que voltou a atuar após quase cinco meses, foi suficiente para reorganizar o sistema defensivo. Ainda sem ritmo ideal, o volante não conseguir cortar a bola na origem da jogada do segundo tempo.
Guarani reclama de impedimento no gol de empate do Paysandu
Reprodução Sportynet
O problema é que a derrota não foi um fato isolado. O Guarani chegou ao quarto jogo consecutivo sem vencer, perdeu a liderança da Série C e também a vantagem em relação ao primeiro fora do G-8 – que caiu para dois pontos.
Durante boa parte da competição, a equipe deu sinais de que brigaria pelas primeiras posições com tranquilidade. Agora, o cenário exige atenção maior e liga o alerta para as cinco rodadas finais da primeira fase em meio a um momento de instabilidade também fora de campo envolvendo pendências financeiras com o elenco.
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A boa notícia para Elio Sizenando é que o calendário oferece tempo para corrigir os problemas. O próximo compromisso será apenas no dia 27, diante da líder Inter de Limeira, no Brinco de Ouro, em mais um confronto direto no topo da tabela.
Até lá, o Guarani terá duas semanas para encontrar respostas. Porque o erro da arbitragem merece ser lembrado. Mas os motivos da derrota vão muito além dele. geRead More


