Análise: Náutico revive fantasma do Z-4 e precisa de senso de urgência para estancar crise
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A derrota do Náutico por 2 a 1 para o CRB, nessa quinta-feira, evidenciou uma realidade que o clube insiste em minimizar: é necessário senso de urgência para estancar a crise enquanto há tempo. Ou o cenário pode piorar.
Repetindo problemas antigos e sem soluções, o Náutico foi pouco competitivo diante do CRB. E o oitavo jogo sem vencer, ampliando a crise, faz o clube reviver um fantasma incômodo: a zona de rebaixamento.
Jogadores do Náutico lamentam derrota para o CRB.
Marlon Costa/AGIF
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Sem vencer há oito jogos e na 14ª colocação, podendo cair uma posição no complemento da rodada, o Náutico precisa precisa agir com urgência para evitar que o fantasma da zona de rebaixamento se transforme em realidade.
Com um elenco extremamente carente de peças, que parece ficar pior a cada escalação, o Náutico não pode manter a postura atual no mercado. É necessário muito mais – e com agilidade.
Até aqui, o Timbu contratou três peças: o zagueiro Léo Índio, o meia Jean Carlos e o atacante Borasi (este último só pode estrear a partir da próxima rodada).
Jean Carlos em CRB x Náutico
Marlon Costa/AGIF
Um saldo negativo para quem precisa de tanto. As sucessivas escalações, com improvisações e jogadores desgastados pelo momento ruim, escancaram isso.
É difícil imaginar este time do Náutico reagindo, porque até aqui simplesmente não há sinais de melhora em nada. Pelo contrário. O time piora rodada a rodada.
Por isso, para mudar o cenário, o Náutico precisa ter reforços – sim, no plural – já para o jogo contra o Londrina, na próxima quarta-feira. Não se pode normalizar ter Reginaldo, peça questionável na sua função de origem, atuando improvisado no ataque, por exemplo.
Claro que a falta de reforços não serve como desculpa para blindar a comissão técnica liderada pelos técnicos Hélio e Guilherme dos Anjos. Até porque eles fazem parte da engrenagem do departamento de futebol e também têm responsabilidades na montagem do elenco.
Técnicos Hélio e Guilherme dos Anjos durante derrota do Náutico.
Marlon Costa/AGIF
Se o Náutico tem um elenco frágil, com jogadores amplamente questionáveis, isso também é fruto das escolhas dos treinadores. E também cabe a eles ajudar a solucionar.
O Náutico já iniciou o processo de reformulação liberando seis jogadores. No entanto, precisa agilizar também o de chegadas.
É justo o argumento de não fazer loucuras financeiras, até porque o clube convive com atrasos salariais no momento, mas também é necessário entender que flertar com a zona de rebaixamento pode trazer consequências irreversíveis.
CRB X NÁUTICO – SÉRIE B
Marlon Costa/AGIF
E o ano de 2022 deixou isso muito claro para o Náutico. O time afundou na reta final do primeiro turno e não saiu mais da zona de rebaixamento daquele campeonato.
Ainda há tempo de corrigir a rota e evitar que o Náutico reviva por mais tempo um fantasma tão incômodo como o da zona de rebaixamento. Mas é preciso agir rápido para frear uma crise que trouxe fortes consequências.
O time que terminou maio mirando o G-6 da Série B, com atuações competitivas e bom futebol, hoje é uma realidade distante.
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