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Aos 40 anos, Hulk passa carreira a limpo e revela papo com Thiago Silva sobre Libertadores: “Promessa é dívida”

Aos 40 anos, Hulk passa carreira a limpo e revela papo com Thiago Silva sobre Libertadores: “Promessa é dívida”

Hulk entrou para o time dos quarentões. No último sábado, o reforço do Fluminense para o segundo semestre completou 40 anos, mas com “corpo de 27”, como ele mesmo brinca. Para comemorar o aniversário, o atacante teve direito a bolo e tudo. Ele recebeu a reportagem do ge e da TV Globo para passar a limpo a carreira, relembrar momentos marcantes e projetar o futuro profissional — que, ao que tudo indica, ainda está longe do fim.
A reportagem completa será exibida no Esporte Espetacular deste domingo.
Givanildo Vieira de Sousa recebeu a reportagem no CT Carlos Castilho e mostrou como gosta do apelido de Hulk. Vestiu uma máscara, calçou luvas e até brincou com o boneco que representa o super-herói. Algo que ele não conseguiu fazer quando ainda era criança em Campina Grande, na Paraíba. Foi lá que permaneceu até os 12 anos, quando começou sua trajetória no futebol.
— Acho que hoje em dia o acesso é mais fácil, né? Mas não me lembro de, quando criança, ter tido acesso a um boneco do Hulk. Era mais difícil. As condições não eram tão fáceis. Mas, desde criança, eu era fã do Hulk, gostava muito. Ficava pegando os objetos, dizendo que tinha muita força, e com certeza ele foi minha inspiração.
Hulk com a fantasia de Hulk
Marcello Neves/ge.globo
Curiosamente, se não fosse Hulk, Givanildo levaria o apelido de outra personalidade marcante: Romário, seu ídolo de infância e inspiração como jogador. Melhor para seu pai, Gilvan, que foi o responsável por associar a imagem do filho à do super-herói.
— Sim, meu pai me deu o apelido. Eu era forte. Sempre fui fortinho, tinha as pernas meio tortas. Comecei no futsal, e algumas pessoas me chamavam de Romário porque jogava com a camisa 11. Não tem nada a ver com o futebol, mas, por eu ser baixinho e ter as pernas tortas… Depois comecei a trabalhar com meus pais, pegava muito peso, e isso foi me dando mais força. Costumo dizer que a feira foi minha academia quando criança. Depois tive a felicidade de espichar um pouquinho, porque meu pai é mais baixo. Acho que foi isso.
Estreia no Vitória contra o Fluminense
São curiosas as voltas que o futebol dá. Hulk viajou o mundo inteiro, tornou-se ídolo, disputou uma Copa do Mundo e pareceu destinado a terminar no lugar em que começou — ou melhor, no clube que enfrentou em sua estreia.
Profissional desde 2004, ele fez sua primeira partida exatamente contra o Fluminense. Na ocasião, atuava pelo Vitória. Desde jovem, era tratado como uma grande revelação das categorias de base, e já havia cobrança dos torcedores para que estreasse. Isso aconteceu no dia 9 de setembro de 2004.
— Eu não lembro bem o que estava pensando naquele momento. Eu lembro que… não sei se era no lugar do Edílson que eu entro. Eu sei que tem uma jogada pela esquerda, em que eu vou para cruzar, enfim. Eu lembro do resultado: perdemos por 3 a 2. E, cara, acho que tem muitas coincidências. Às vezes você fica se perguntando: “Por quê? Como assim?”. Por exemplo, fui campeão em 2021, campeão brasileiro. O Galo estava havia 50 anos sem ganhar, e era justamente a 50ª edição do campeonato.
Em 2004, Hulk fez sua estreia como profissional pelo Vitória, contra o Fluminense
De lá para cá, passaram-se 22 anos. Hulk, antes uma promessa, virou estrela e agora defenderá o Fluminense, seu primeiro adversário como profissional. As coincidências, no entanto, não param por aí.
— Quando saí do Brasil, eu jogava na Bahia e fui campeão baiano, sabe? Então, tipo assim, tem algumas coisas que você não consegue entender. Às vezes fica se perguntando, né? Eu sou um cara que tem muita fé em Deus, mas, assim, tem coisas que nem eu sei responder.
“Tive proposta do Atlético de Madrid, mas fui para o Porto”
Hulk logo foi negociado com o Kawasaki Frontale, do Japão. Depois, passou por Consadole Sapporo e Tokyo Verdy, também do país, antes de pisar na Europa. Contratado pelo Porto por 5,5 milhões de euros em 2008, teve sua primeira grande passagem por uma das principais ligas do mundo. Antes, no entanto, teve uma rápida e pouco lembrada passagem por um clube da terceira divisão portuguesa.
— Portugal tem uma história interessante. Em 2001, eu passei um ano lá. Fiquei no Vilanovense, que é um time da terceira divisão de Portugal. Eu era juvenil, mas treinava com os profissionais. Em uma terça ou quarta-feira, o Porto ia jogar, e o nosso motorista perguntou se eu estava em casa. Depois disse para eu me arrumar, que iria me buscar. Eu fui com ele, e ele me levou para assistir ao jogo do Porto. Quando vi aquilo ali, o estádio lotado, a torcida fazendo a festa, fiquei apaixonado. Aí virei para ele e falei: “Motoca” (apelido), um dia eu vou jogar aqui.
Pronto, passou. Eu tinha 15 anos. Passou um tempo, quando chega em 2008, eu tenho uma proposta do Porto e outra do Atlético de Madrid. Aí eu lembrei lá atrás e aí foi assim. Fui pro Porto, foi a decisão certa. Foram quatro anos de muitas conquistas pessoais e coletivas.
Hulk defendeu o Porto entre 2008 e 2012, período em que se tornou um dos maiores ídolos da história do clube português. Marcou 77 gols em 130 partidas pelos Dragões e conquistou três títulos do Campeonato Português, além da Europa League e da Taça de Portugal.
— O futebol português era uma grande vitrine. Era um trampolim para a Europa. O jogador chegava lá e, no ano seguinte, já estava na Espanha, na Alemanha, na Inglaterra… Eu cheguei ao Porto em 2008, e todos os anos surgiam propostas desses clubes. O Porto nunca quis me vender. Mas, com certeza, foi a principal porta para as coisas acontecerem. Tanto que, em 2009, fui chamado pela primeira vez para a Seleção Brasileira.
Vítor Pereira com Hulk nos tempos de FC Porto
Reprodução
“Rolou uma ciumeira no clube russo”
Em 2012, Hulk acertou com o Zenit, da Rússia, em uma transferência de 60 milhões de euros. A chegada, porém, gerou “ciúmes” no clube. No mesmo mês, a imprensa local relatou que os então companheiros Igor Denisov e Aleksandr Kerzhakov estavam insatisfeitos com o salário de Hulk e exigiam a renegociação de seus contratos. Como consequência, os dois foram enviados para o time de juniores.
— Fui (abraçado) em todos os lugares. Só teve um episódio quando eu cheguei no Zenit, eu e o Witsel, rolou uma ciumeira dos jogadores russos e às vezes a gente fazia gol e os caras não comemoravam. Foram difíceis os seis primeiros meses. Depois fizemos uma reunião, dissemos que estávamos lá para ajudar, e que não queríamos ser melhor que ninguém. O presidente do clube teve que afastar três jogadores, mas depois disso foi tudo ótimo.
Hulk jogou pelo Zenit entre 2012 e 2016, período em que foi um dos principais destaques do clube russo. Ao todo, disputou 97 partidas, marcou 56 gols e conquistou o Campeonato Russo, a Copa da Rússia e a Supercopa da Rússia.
Hulk Zenit CSKA
Reprodução/Twitter
“Inventaram uma história na Seleção que nunca aconteceu”
O Porto e o Zenit foram importantes para que Hulk fosse convocado à Seleção Brasileira. A primeira chamada aconteceu em 2009, ainda sob comando do técnico Dunga. Ele acabou ficando de fora do Mundial de 2010, mas esteve presente na Copa do Mundo de 2014. Também esteve presente nos Jogos Olímpicos de 2012, algo que ele guarda com carinho.
— Primeiro foi muito especial. Você defender seu país… Principalmente a Seleção Brasileira. Você sabe o quanto é difícil jogar pelo Brasil. Eu sou privilegiado, joguei Olimpíadas acima da idade, joguei Copa América, Copa das Confederações, jogar Copa do Mundo…
Pelo Brasil, Hulk conquistou a Copa das Confederações de 2013. Porém, toda aquela geração ficou marcada pela derrota por 7 a 1 para a Alemanha, na semifinal da Copa do Mundo do ano seguinte. Hoje, ele conta que não foi a goleada que o afastou da seleção brasileira. Mas, sim, uma história mal contada que, segundo ele, nunca aconteceu.
— Quando você tem um resultado negativo, você paga um preço. Eu lembro que depois da Copa, quando tem a convocação, eu fui chamado e me machuquei, então acabei não indo. Isso me tirou um ano da Seleção porque inventaram uma história de que eu não queria ir jogar nos Estados Unidos e isso era mentira.
O Dep. Médico da Seleção recebeu minha ressonância e eu tinha machucado grau 2. Fiz um tratamento intenso e eles não aceitaram que logo depois, com 12 ou 13 dias de lesão eu joguei a Champions League. Mas eu fazia 9 horas de fisioterapia por dia. Eu foquei para me recuperar e voltar o quanto antes. Aí houve essa conversa e fiquei de fora da Seleção.
Hulk com a camisa da Seleção
Lucas Figueiredo/CBF
“Na pandemia, fiquei 9 meses sem ver meus filhos”
Hulk ainda tem uma longa passagem pelo Shanghai SIPG, da China, antes de decidir voltar ao Brasil e se tornar ídolo do Atlético-MG. O motivo principal foi a pandemia da Covid-19, que o fez ficar longos meses longe dos seus filhos devido ao lockdown. Em janeiro de 2021, ele desembarca em Minas Gerais para iniciar a trajetória mais marcante no país até o momento.
— Era um desejo meu disputar um Brasileirão. Fiz apenas dois jogos e não senti o que era o Campeonato. Mas o fato principal para eu ter vindo foi que, na pandemia, meus filhos estavam morando em São Paulo e eu fiquei uns 9 meses sem vê-los. Isso pesou muito. A China fechou, eu não podia vê-los. Meu contrato estava acabando, tinha interesse em renovar, mas eu não queria ficar longe dos meus filhos. Aí decidi voltar ao Brasil e foi a melhor decisão.
Em cinco anos, o atacante empilhou títulos, recordes batidos e feitos difíceis de serem igualados. Foram oito conquistas, 140 gols marcados e 56 assistências distribuídas em mais de 300 jogos pelo Galo. As conquistas pelo Atlético-MG, somou títulos do Campeonato Mineiro (2021, 2022, 2023, 2024 e 2025), Brasileiro (2021), Copa do Brasil (2021) e Supercopa do Brasil (2022).
Feitos de Hulk pelo clube
Artilheiro do Galo no século XXI (140)
Garçom do Galo no século XXI (54)
Artilheiro do Galo em jogos internacionais (20)
Artilheiro do Galo na Libertadores (16)
Artilheiro do Galo na Copa Sul Americana (4)
Artilheiro da Arena MRV (24)
Garçom da Arena MRV (18)
Artilheiro do Novo Mineirão (59)
Artilheiro do Atlético nos pontos corridos da Série A (65)
Maior artilheiro anual do Atlético desde 2009 (36 gols em 2021)
Maior artilheiro do clássico Atlético x Cruzeiro no século XXI (10)
2º artilheiro do Galo no Brasileirão (65)
3º artilheiro do Galo na Copa do Brasil (13)
Único jogador da história do Galo e da era profissional de Minas Gerais a ser artilheiro por quatro anos seguidos do Mineiro.
— Então… Realmente é uma história tipo de novela. Eu chego no Brasil e as coisas acontecem como aconteceram. Cria-se uma conexão tão forte com o Galo, que com certeza será eterno. O respeito, a gratidão, os funcionários…
Ao ge, Hulk aproveitou para esclarecer a declaração sobre sua passagem pelo Atlético-MG que acabou gerando polêmica. O camisa 7 afirmou que, no Galo, carregava uma responsabilidade maior para decidir jogos, enquanto no Tricolor encontrou um elenco mais consolidado e dividido em protagonismo. A fala, nesse sentido, ganhou repercussão entre os torcedores atleticanos.
— Recentemente eu dei uma entrevista que interpretaram da maneira que quiseram, que eu estava falando mal do clube, dos meus companheiros, mas eu jamais faria uma coisa dessa. Tenho certeza que se perguntarem a todos os jogadores, jamais terão algo negativo para falar. Deixar bem claro que quando eu falo de responsabilidade e gente para dividir a pressão, é porque você tem no Fluminense o Cano, o Thiago Silva, o JK, o Martinelli, que é cria da casa, o Fábio… São todos os ídolos. Eles têm uma identificação forte com o clube e você divide essa responsabilidade. As pessoas têm que procurar entender o que o outro quer dizer. As pessoas já querem criticar, ver o lado negativo. Foi nesse ponto de vista que falei sobre a responsabilidade, sobre não ter que jogar todos os jogos…
— O Galo, de 2021 pra cá, perdeu muitos jogadores que tinham identificação com o clube. Só sobrou eu e o Everson de 2021. Essa questão era a questão. E as pessoas já levam pelo lado da crítica. Deixando muito claro: tenho muito respeito pelo Galo, pela instituição, pelos meus companheiros… Vim para o Fluminense, estou sendo muito abraçado pelos torcedores, jogadores, instituição.
Hulk é homenageado antes de Atlético-MG x Botafogo
Gilson Lobo/AGIF
Promessa é dívida com Thiago Silva no Fluminense
O novo desafio da carreira de Hulk é o Fluminense. A negociação começou em janeiro, transformou-se em novela e chegou a ser encerrada. No entanto, perto da janela do meio do ano, a diretoria tricolor voltou à carga e concretizou o acerto com o jogador e o Atlético-MG. O atacante estreou diante dos torcedores nos amistosos de intertemporada, contra Nova Iguaçu e Bahia, e até marcou gol.
— Tem sido muito bom. Já cheguei sofrendo, sofro muito quando tô assistindo o jogo. Fico querendo jogar junto. Mas, assim, foram momentos bem bacanas. A Libertadores, onde a gente conseguiu se classificar… Foi muito bom. A estreia no Maracanã, mesmo que em um amistoso, foi muito bom encontrar a torcida. Agora já começa o brasileiro, vamos encontrar nossos torcedores e espero que sejamos muito felizes aqui.
Como foi anunciado antes da abertura da janela de transferências, Hulk ficou um tempo sem poder atuar por mais de um mês. Da arquibancada, teve que ver o Fluminense lutar pela classificação na Conmebol Libertadores, onde chegou a estar virtualmente eliminado e conseguiu uma classificação heroica. Ele conta como esteve no jogo contra o Depotivo La Guaira, que selou a vaga às oitavas de final.
— Ah, eu fiquei igual aos torcedores. Eu estava aqui no Maraca assistindo e eu ficava olhando aqui o celular, agoniado. Estava até o Gabriel, que trabalha aqui também com a gente, na academia, ele estava comigo lá no camarote assistindo, ele estava aqui na frente, aí teve uma hora que eu falei assim: “ó, peraí, eu vou focar mais no jogo aqui, Gabriel, vai me dando informação…” Mas você fica vivendo os dois ali ao mesmo tempo, né? Quando saía gol lá, a gente comemorava aqui. Graças a Deus deu certo, quem sabe aí já não é um sinal.
Hulk terá a companhia de Thiago Silva neste segundo semestre no Fluminense. Na entrevista, ele rasgou elogios ao companheiro e revelou ate uma promessa que fizeram juntos.
— E eu até falei com o Thiago, né? Quando eu cheguei aqui, logo em seguida ele anunciou o término do contrato dele com o Porto, que não ia renovar, e eu vi uma notícia de que ele iria para a Itália. Daí eu chamei ele, e falei: “agora tu tem que vir, irmão! Vem que a gente vai ganhar a Libertadores, vai dar tudo certo, com fé em Deus, vamos ganhar a Libertadores.”
Aí, quando ele acertou aqui, ele só falou: “promessa é dívida”
— Mas estou sentindo. Claro, a certeza a gente não tem, até porque a gente não consegue prever o futuro, né? Mas a gente tem que imaginar coisas grandes, tem que sonhar, tem que ir buscar, porque a gente tem plenas condições de realizar esse sonho esse ano aqui.
Hulk e Cano – Fluminense x Bahia – Amistoso – Maracanã
Thiago Ribeiro/AGIF
Confira outras respostas de Hulk:
Sobre sempre ter estado bem fisicamente e agora estar no grupo dos quarentões:
— Eu tenho uma sensação boa porque eu olho pro Fábio e pro Thiago e falo: “estou muito novo ainda…” (risos). Brinco com eles direto. Mas acho que estou assim porque me cuido. A gente paga um preço. A gente ama fazer isso, eu amo jogar futebol, e abdico de muitas coisas. Vou desfrutar ainda de futebol, me cuidar pra estar bem, competitivo e jogar de igual para igual com os mais jovens.
Faz algo diferente no cuidado com o físico e saúde?
— Eu procuro sempre entender qual que é a minha demanda em questão de bem estar, em questão de recovery… Eu tenho alguns equipamentos que uso bastante, profissionais que me acompanham. Também tenho a questão dos suplementos, que é fundamental, para que o corpo não esteja desinflamado.
O Hulk também é um cara sensível?
— Eu sou, assim, se conviver comigo você acha que não é a mesma pessoa. Dentro de campo a gente se transforma. Eu sou aquele cara que não gosta de perder. Perco uma bola já fico agoniado, quero brigar por tudo – no lado positivo. Eu odeio mentira. A pessoa pode falar o que for. Sempre falo para os meus filhos: “Dê seu melhor. Se não receber do próximo, você fez sua parte.” Às vezes me exponho demais porque, cara, você é atacado de uma certa forma… Não é aquilo ali. Chateia você ter que escutar coisas que não são verdades. Já fui muito prejudicado, tem coisas que não vale a pena falar. Mas em casa sou muito de boa, quero sempre estar dando risada com meus filhos, minha esposa, falar de coisas boas… Acho que a vida é isso.
O que ainda resta do garoto no Hulk de 40 anos?
— Eu acho que eu procuro não mudar muito, né? É claro que você vai passando tempo, você vai se adaptando a coisas novas… Particularmente, eu não gosto de falar das coisas boas de mim mesmo, né? Eu não gosto de me elogiar porque eu prefiro que as pessoas me critiquem ou me elogiem do que eu mesmo chegar, ficar na frente do espelho me elogiando. Mas, sei lá, longe de mostrar a humildade, mas eu acho que é a simplicidade, porque eu já rodei o mundo, né? Deus me abençoou tanto, de tanta forma, assim, que eu nem consigo descrever. Eu acho que é a simplicidade e a humildade de, cara, independente do que a gente conquistou, acho que todo mundo é igual. É assim que eu me sinto quando eu tô de férias, eu gosto de estar lá em casa com toda a minha família, com meus amigos… Às vezes eu olho, assim, tem 70, 80, 100 pessoas, molecada correndo, sabe? Então eu gosto de ver todo mundo feliz e se divertindo, acho que é isso.
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