Assassino de deputada democrata e de seu marido nos EUA é condenado à prisão perpétua
Vance Luther Boelter, suspeito de matar deputada democrata do Minnesota
Ramsey County Sheriff’s Office via Facebook/Divulgação via Reuters; Hennepin County Sheriff’s Office via Reuters
Vance Boelter, assassino da deputada estadual democrata Melissa Hortman, e de seu marido, Mark, foi condenado nesta quinta-feira (23) a duas penas de prisão perpétua, mais 40 anos pela Justiça dos EUA.
Os crimes aconteceram em 14 de junho de 2025. Na mesma noite, Boelter invadiu a casa do senador estadual John Hoffman, ferindo gravemente a ele e sua esposa, Yvette.
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Boelter, de 59 anos, concordou em se declarar culpado em junho — quase um ano após os ataques na região de Minneapolis, Minnesota — para evitar que os promotores federais pedissem a pena de morte. O pai e os irmãos de Mark Hortman expressaram indignação pelo fato de ele não poder ser condenado à morte.
O juiz distrital dos EUA John R. Tunheim, afirmou que aquela foi “a sentença mais longa que proferi após julgar milhares de casos ao longo dos anos, mas acredito que ela é merecida”.
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Boelter permaneceu em silêncio e sentado, imóvel, durante a maior parte da audiência, demonstrando pouca emoção ou reação à angústia expressa pelos sobreviventes e familiares.
Após a leitura da sentença, ele disse apenas: “A todas as pessoas a quem causei… emoções… sinto muito, de verdade.”
Vítimas descrevem ataques
No tribunal, nesta quinta, o senador Hoffman disse que ele e sua família são constantemente lembrados da violência extrema daquela noite, mesmo em detalhes banais do dia a dia. Ele relatou que não recebem mais correspondência em casa, instalaram portas de aço maciço para proteção e mudaram a forma como realizam tarefas cotidianas devido às lesões sofridas.
“O réu olhou nos meus olhos e puxou o gatilho. O réu olhou para minha esposa e decidiu fazer o mesmo”, disse Hoffman. “Minha esposa e eu vivemos agora com sequelas. Vivemos com nossos corpos lembrando dos disparos.”
Yvette Hoffman disse que ficou traumatizada demais para trabalhar desde o ataque em sua casa e que faz terapia semanalmente.
“Nunca vou esquecer de olhar para baixo e ver meu sangue escorrendo lentamente pela máquina de lavar branca enquanto sentia meu corpo desabava no chão”, disse ela, mal conseguindo conter as lágrimas. “Agora, temos sempre um plano de fuga. Não é assim que as pessoas deveriam viver.”
Admissão do crime
Boelter admitiu ter passado meses identificando e perseguindo seus alvos, antes de dirigir até as casas deles disfarçado de policial, com a intenção de matá-los.
Os assassinatos desencadearam a maior operação de busca policial da história do estado.
Réu se arrependeu, diz advogado
O defensor público federal Manny Atwal falou brevemente após os depoimentos sobre o impacto do crime na vida das vítimas, afirmando que Boelter demonstrou arrependimento por suas ações ao se declarar culpado e aceitar as penas de prisão perpétua.
Boelter foi à casa de Hortman vestindo uniforme tático e máscara, por volta das 3h30 da manhã de 14 de junho de 2025. Ele tocou a campainha enquanto gritava que era um policial realizando uma verificação de bem-estar, segundo documentos judiciais.
Mark Hortman atendeu a porta. Boelter forneceu um nome e um número de distintivo falsos antes de pedir que ele chamasse Melissa Hortman também. Ele disparou várias vezes contra Mark Hortman antes de invadir a casa e atirar na parlamentar enquanto ela fugia para o andar de cima. Melissa e Mark Hortman foram mortos.
Boelter já havia visitado a casa dos Hoffman naquela noite, atirando e ferindo gravemente o senador e sua esposa, segundo a polícia e documentos judiciais. Documentos do tribunal indicam que Boelter também foi às casas de outros dois parlamentares naquela noite. Em um dos casos, ninguém atendeu a porta e, no outro, Boelter assustou-se quando um policial se aproximou de seu carro, acreditando que ele fosse outro agente.
Boelter também enfrenta acusações estaduais, incluindo duas acusações de homicídio, quatro de tentativa de homicídio, falsa identidade policial e maus-tratos a animais. Hoffman e sua família entraram com uma ação judicial por danos pessoais contra Boelter em abril.g1 > Mundo Read More


