Cadu Santoro explica perfil de contratações do Bahia: “Jovens para retorno financeiro”
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Jogadores jovens com potencial de revenda, atletas experientes com baixo custo, e o potencial técnico sempre na frente das questões financeiras. Esses foram alguns dos pontos citados por Cadu Santoro ao explicar o perfil de contratações do Bahia sob a gestão do Grupo City. O diretor de futebol falou sobre o assunto durante entrevista coletiva e usou exemplos reais para ilustrar como as decisões são tomadas no clube.
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“A gente tem um perfil muito claro de contratações, temos atletas muitas vezes jovens que a gente faz um investimento e espera um retorno financeiro”, disse Cadu Santoro.
– A gente tem atletas mais experientes que muitas vezes chegam livre. Existe uma diretriz, uma linha clara. A gente não vai fazer movimentos completamente fora dessa lógica – completou o treinador.
Cadu Santoro em entrevista coletiva no Bahia
Catarina Brandão / EC Bahia
A explicação de Cadu vai na mesma direção das mais recentes contratações do clube. Na última semana o Bahia anunciou Alejo Véliz, de 23 anos, e Marco Moreno, de 25. Dentro do elenco atual, Everton Ribeiro e Willian José são exemplos de atletas experientes que chegaram em negociações livres.
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Ao falar sobre como funciona a busca por reforços sob a gestão do Grupo City, Cadu Santoro pontuou que, no futuro, o Bahia poderá se permitir fazer investimentos maiores com foco apenas no desempenho esportivo dos jogadores, mas reforçou que no momento atual isso ainda não é possível.
– Eu quero em algum momento poder ir para o mercado gastar 25 milhões de euros para um jogador por pura performance, mas a gente ainda não está nesse momento do projeto. A gente precisa de receita, precisa vender toda janela, então não é nossa fase do projeto – disse o diretor.
– A gente espera que chegue em algum momento, mas existe uma linha muito clara. Um jogador de 28 anos que custa 15 milhões de euros não é o nosso perfil. Não adianta especular fora do nosso perfil de atletas para hoje – completou o diretor de futebol do Bahia – completou Cadu Santoro.
Exemplos
Durante a mesma entrevista coletiva o diretor do Bahia foi questionado sobre o interesse em Gabriel Pec, que está perto de fechar com o Cruzeiro por R$ 63 milhões. Cadu confirmou uma proposta tricolor pelo atacante de 25 anos, e explicou que a desistência esteve atrelada ao valor cobrado pelo LA Galaxy.
– O Gabriel era um jogador que eu vinha falando internamente há dois anos porque acho que iria nos ajudar em nosso estilo. Tivemos interesse e fizemos uma proposta, mas os valores apresentadores fizeram a gente sair da negociação porque entendemos que não seria algo que deveríamos dar sequência – disse Cadu Santoro.
– Acho que é um atleta que tem tudo para dar muito certo na liga brasileira, mesmo não sendo tão jovem quanto o Alejo. Acredito que ele tem tudo para performar e até render uma revenda. Mas decidimos sair do negócio – completou o gestor.
Gabriel Pec já marcou 19 gols e deu 19 assistências pelo LA Galaxy
Getty Images
O outro exemplo usado por Cadu Santoro durante a entrevista foi a contratação de Alejo Véliz. O Bahia desembolsou R$ 56 milhões para tirar o atacante argentino de 21 anos do Tottenham.
– Um exemplo, quando fizemos a contratação do Alejo, a gente tinha um jogador que acompanhava com preço similar ao do Alejo. O Alejo era nossa primeira opção, mas a nossa segunda opção era um cara com valor similar ao investido no Alejo, com 28 anos. Se o jogador de 22 ou 23 anos por algum motivo não dá certo, você tem muito mercado ainda para movimentar ele. Se o de 28 não dá certo, o prejuízo pode ser muito maior – explicou Cadu Santoro.
– Então esse tipo de coisa está atrelada quando a gente toma a decisão. Isso frustra ainda as pessoas quando a gente não compra um jogador de 28 anos por 25 milhões. De novo, eu espero que esse momento chegue, mas ainda não estamos nessa fase do projeto – completou o gestor.
Cadu Santoro e Alejo Véliz em apresentação no Bahia
Catarina Brandão / EC Bahia
Contraponto
Em meio as explicações sobre o perfil de contratações do Bahia, Cadu Santoro garantiu que o Grupo City não prioriza questões comerciais em detrimento de aspectos técnicos dos jogadores. O gestor explicou que os dois fatores devem andar lado a lado para que existe um equilíbrio financeiro dentro do projeto.
“Eu nunca estou colocando a parte comercial na frente da técnica”, afirmou Cadu Santoro.
– Primeiro que ninguém ganha dinheiro com clube de futebol. Ninguém. Por mais que o City tenha tido vendas, quanto ele investiu para construir o Centro de Treinamento em Manchester? O quanto estamos investindo agora no Centro de Treinamento?
– Você compra e vende atletas. Até agora a gente mais compra do que vende. Mas precisamos vender para as contas se equilbrarem. Isso tudo é muito importante. A parte comercial nunca vai estar na frente da parte esportiva, mas se a gente não equilibrar a parte financeira, a gente não consegue crescer. A lógica só não pode se inverter – finalizou o diretor do Bahia.
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